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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve em Porto Alegre nesta quinta-feira (10) para a inauguração do eixo principal da nova ponte do Guaíba.  

 Iniciada em 2014 e com investimento de cerca de R$ 900 milhões, a nova ponte sobre o Guaíba, em Porto Alegre, teve o eixo principal de acesso liberada para o tráfego assim que forem desmontadas as estruturas montadas sobre a ponte para o evento de inauguração. 

A obra começou em 2014, ainda durante o governo da Dilma Rousseff, e tinha previsão de ser inaugurada em 2017. Com o golpe e a instabilidade política a  nova ponte do Guaíba liga o eixo Norte e Sul da rodovia BR-116 e BR-290 só foi inaugurada três anos depois.  

A nova ponte será uma alternativa à ponte Getúlio Vargas e seu vão central móvel, em funcionamento desde 1957. Sempre que um navio de grande porte necessita passar sob a ponte Getúlio Vargas, é necessário parar o trânsito de veículos para elevar a plataforma móvel. 

A cerimônia de inauguração do trecho teve a presença de diversos integrantes do primeiro escalão do governo federal, do governador Eduardo Leite, do prefeito eleito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e ainda parlamentares. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou diversas outras obras que estão em andamento no Rio Grande do Sul e serão entregues a partir do próximo ano. 

A principal característica da nova ponte, que tem altura livre dos vãos navegáveis de 40 metros do nível da água, é não precisar ser elevada, o que vai eliminar o principal problema no tráfego da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

A transposição sobre o Guaíba tem 2,9 quilômetros de extensão, de um total de 13,6 quilômetros da obra. São 7,6 quilômetros apenas em obras de artes especiais e mais seis de aterro, tendo 28 metros de largura nos vãos principais. 

O empreendimento da nova ponte foi executado quase em sua totalidade por elementos pré-fabricados. Ao todo foram moldadas mais de 18 mil unidades de estacas, pilares, vigas, lajes, aduelas, guarda-rodas e outras que consumiram 348,7 mil toneladas de concreto e quase 19 mil toneladas de aço. 

Depois da “gripezinha” agora é o “finalzinho da pandemia”  

 Em um momento extremamente grave da pandemia do novo coronavírus, em que não há consenso se o Brasil enfrenta uma segunda onda do vírus ou ainda nem conseguiu conter a primeira, o presidente afirmou que “estamos vivendo um finalzinho de pandemia” e que o seu governo, “levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhor se saíram no tocante à economia”. 

 O Brasil registra até agora quase 179 mil mortes em razão da covid-19 e 6,7 milhões de casos da doença. Só ontem, foram notificados pelo Ministério da Saúde 836 óbitos em razão do coronavírus no país. 

A declaração de Bolsonaro se deu justamente ao comentar a alta exorbitante de preços de alimentos, como arroz e óleo de soja. O valor da cesta básica no país registrou alta de 35% nos últimos 12 meses, mas Bolsonaro considera que seu governo prestou “todos os apoios possíveis a estados e municípios. O auxílio emergencial foi diretamente na veia, diretamente na conta de 67 milhões de brasileiros, que precisavam realmente disso aí. Isso fez também movimentar a também economia de estados e municípios”, disse nesta quinta.  

Esse auxílio, no entanto, chega ao fim em dezembro, depois da já ter sido reduzido pela metade em outubro, sem perspectivas concretas de recrudescimento da pandemia ou de vacina disponível para a maior parte da população.

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