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Os organizadores da manifestação pela democracia, no próximo domingo (14), na avenida Paulista, em São Paulo, vão distribuir 4 mil máscaras produzidas por coletivos de costureiras da periferia da capital paulista para evitar o contágio pelo coronavírus. Uma brigada de saúde com mais de 100 voluntários foi organizada para orientar o distanciamento mínimo entre os participantes e distribuir álcool gel.

“Não vai ser fácil, mas estamos tomando todas as medidas sanitárias necessárias”, afirmou à coluna Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Eles estão distribuindo recomendações para os presentes também usarem óculos de proteção e não tocar em nada.

De acordo com ele, as medidas se inspiraram nas orientações adotadas em manifestações antirrascistas que estão acontecendo nos Estados Unidos. O ato pela democracia e contra as ações do governo Jair Bolsonaro está sendo organizado por membros de torcidas de futebol, de movimentos negros e da Frente Povo Sem Medo.

O MTST havia criado um fundo solidário para ajudar trabalhadores sem-teto durante a pandemia. Parte dos recursos foi usado para apoiar coletivos de costureiras que já produziram 50 mil máscaras, distribuídas gratuitamente junto com cestas básicas e kits de higiene a famílias carentes.

“Estamos tomando todos os cuidados possíveis em relação ao protocolo estabelecido pela Organização Mundial de Saúde. Vamos atuar para garantir distanciamento de 1,5 metro com equipes de apoiadores durante o ato, além de distribuir máscaras”, afirmou Alex Minduín, presidente da Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil.

Tanto ele quanto Guilherme Boulos afirmam que os organizadores vão contar com equipes para inibir a ação de infiltrados que tentem provocar tumultos. O ato está programado para ser rápido, com menos de uma hora de duração. Depois, haverá uma caminhada e dispersão dos participantes.

A adoção das medidas tem o objetivo de rebater as críticas de que os atos possam servir de vetor para o coronavírus e servir de justificativa para o governo empregar ações autoritárias.

“A manifestação é autônoma de torcedores pertencentes ou não a torcidas organizadas”, afirma. “Haverá ato no dia 7, mas também haverá ato no dia 14. Nossa ideia é estar demarcando nossas insatisfações todos os domingos às 14h no Masp”, conclui o presidente da associação.

(Leonardo Sakamoto )

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