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Chega a pelo menos 652 o número de mortes em razão do novo coronavírus no Rio Grande do Sul. Dezesseis delas ainda não aparecem no boletim epidemiológico divulgado, na tarde de hoje, pela Secretaria Estadual da Saúde. Mais de 29 mil pessoas se infectaram em 405 cidades gaúchas.

Em entrevista ao Jornal do Comércio nesta quarta-feira 01.07, o governador Eduardo Leite afirmou que já é cogitado adoção do modelo de lockdown.

Lockdown é a versão mais rígida do distanciamento social. Significa bloqueio total.No cenário pandêmico, essa medida é a mais rigorosa a ser tomada e serve para desacelerar a propagação do novo Coronavírus, quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.

Consiste em restringir a circulação da população em lugares públicos, permitindo apenas, e de forma limitada, para questões essenciais, como ir à farmácias, supermercados ou hospitais. O descumprimento dessa regra pode acarretar multas e em toque de recolher, dependendo do decreto do governo.

O governador falou durante entrevista que se os gaúchos não respeitarem o distanciamento controlado e as regiões em bandeira vermelha não registrarem redução da velocidade de disseminação do coronavírus nas próximas semanas, não haverá como fugir de restrições mais severas, como uma bandeira preta ou até mesmo um lockdown.

O reitor da UFPel e coordenador da maior pesquisa no mundo sobre prevalência da Covid-19, defendeu o fechamento total por 15 dias no Estado e no Brasil. O governador resiste a ideia e defende a manutenção das atuais medidas que respeitam as diferenças regionais por enquanto.

O chefe do Executivo gaúcho disse ainda que o distanciamento controlado adotado no Estado é consistente justamente por buscar um equilíbrio em relação às realidades regionais. Por isso medidas radicais como lockdown deverão ser tomadas somente se a situação for muito grave e o avanço da pandemia no RS atingir um cenário onde o sistema de saúde entre em colapso.

Eduardo Leite disse que não seria razoável impor um sacrifício do ponto de vista econômico desproporcional ao que se está observando do ponto de vista sanitário. O governador avalia que as medidas tomadas ainda estão conseguindo manter a conciliação entre a proteção à vida com a manutenção das atividades econômicas.

Ele avaliou ainda que teremos de conviver com a pandemia por muito tempo, enquanto não houver cura ou vacina disponível para o novo coronavírus, e que o desafio é manter a disseminação com menor crescimento possível, para garantir a capacidade de atendimento da estrutura hospitalar.

No entanto a maior demanda por leitos de UTI, que é um dos indicadores mais relevantes para a definição das bandeiras, provoca falta de medicamentos para cuidados de pacientes. Hospitais tiveram de cancelar cirurgias eletivas (não urgentes) para reduzir uso de remédios.    

Com informações Jornal do Comércio

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