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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante a visita a Chapecó SC, nesta quarta-feira (7) que “não tem vacina para todo mundo”.   

 A visita de Bolsonaro a Chapecó ocorre no pior momento da pandemia no Brasil. A cidade adotou “lockdown” contra a Covid-19. 

 Em fevereiro, o sistema de saúde da cidade estava colapsado, o que fez a gestão municipal apostar no isolamento para reduzir os índices de contaminação, inclusive com toque de recolher, criticado por Bolsonaro. 

 O presidente também criticou o que chama de “campanha mundial contra métodos e remédios preventivos que não tem comprovação e podem causar danos colaterais sérios aos pacientes. Sugerindo uma conspiração global contra medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a doença. 

 Reiterou ser contra a imposição de restrição de uso a remédios como a hidroxicloroquina, apesar de não mencionar o nome do medicamento, e defendeu o uso off label – ou seja, fora do previsto na bula. 

 Sobre atraso e falta de vacinas  

 O governo federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação em que diz que não pode ser responsabilizado pelos atrasos na vacinação contra a Covid-19.   

 O documento da Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que a aplicação é feita por estados e municípios e que a falta de doses é um problema mundial e não apenas do Brasil. 

 No entanto a falta de vacinas tem um histórico iniciado no dia 15 de agosto, quando a administração Bolsonaro recebeu a primeira das três propostas feitas pela farmacêutica Pfizer no ano passado — todas ignoradas — para fornecimento de 70 milhões de doses, que começariam a ser entregues a partir de dezembro.  

No entanto com o aumento da pandemia e colapso no sistema de saúde, no início desta semana um acordo foi firmado com o laboratório para compra de 14 milhões de doses.  

Não foi revelado o valor da compra. Nos Estados Unidos, a dose custa US$ 19,50.  

Em uma tentativa de acalmar o mundo empresarial e os mercados, coube a Paulo Guedes anunciar, após a conversa, o acordo para fornecimento das primeiras 14 milhões de doses até junho. A previsão é de 99 milhões em 2021.  

Para piorar mais ainda nesta quarta-feira 07.04, o Instituto Butantan suspendeu temporariamente a produção da vacina CoronaVac — produzida em parceria com o instituto Sinovac Biotech, da China devido a falta de insumos. 

O Butantan aguardava a chegada de um novo lote do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) que vem da China para o próximo dia 9, mas o país decidiu incrementar a vacinação local, já que há fila para vacinação em Pequim, e enviará os insumos apenas no dia 15.

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