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Ao longo de sua existência, a Corporação passou por uma série de transformações , decorrentes da evolução socioeconômica do Estado. Recebeu diversas denominações. Força Policial (1837 e 1873), Corpo Policial (1841 e março 1892), Guarda Cívica (1889 e junho de 1892), Brigada Policial (junho de 1892) e, finalmente BRIGADA MILITAR (outubro de 1892).
Para o tenente Luís Veríssimo, comandante do Pelotão da BM em Tapes, a própria longevidade da Brigada Militar prova que o povo gaúcho e seus governantes confiam no trabalho e nos homens e mulheres que vestem a centenária farda.
Entre os principais problemas da corporação para a realização do trabalho de segurança no RS, o tenente destaca efetivo defasado e o aumento crescente da população gaúcha. No entender do policial militar este tem sido um grande desafio para para a Brigada. Hoje o efetivo é menos da metade que era nos anos oitenta, já população mais que dobrou em relação a mesma época.
Entre as limitações da BM em Tapes, Veríssimo destaca a vida útil das viaturas, que atualmente são cada vez mais exigidas, devido ao grande número de deslocamento diários. A média chega a 200 quilômetros rodados por dia.
Outra dificuldade, que também está ligada aos deslocamentos de viatura, é a falta de uma Delegacia de Policia Civil funcionado 24hs por dia, fazendo com que as guarnições da BM tenham que se deslocar a Camaquã para apresentar os flagrantes a noite, feriados e finais de semana. Podendo ocorrer mais de um deslocamento a Camaquã em um dia de Serviço, isso deixa a população desassistida durante a ausência da guarnição.
Como forma de ajudar a BM em Tapes o comandante do Pelotão cita a denúncia de crimes que contribuem para uma ação mais rápida e efetiva da polícia. Outro ponto importante é o respeito as leis de trânsito; não passando trotes ao fone 190; respeitando os vizinhos quanto ao uso de aparelhos de som; e por fim não consumir drogas ilícitas.

A história da Brigada Militar no RS

Criada em 1837 com a denominação inicial de Corpo Policial da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, passou a chamar-se Força Policial em 1873. A partir da Proclamação da República, em 1889, intitulou-se Guarda Cívica. Alguns anos mais tarde, em 1892, recebeu as seguintes denominações: Corpo Policial, Brigada Policial, novamente Guarda Cívica e, finalmente, Brigada Militar. Tem como patrono o coronel Affonso Emílio Massot, oficial de grande destaque ao longo de sua trajetória.
Em 1865, com o início da Guerra do Paraguai, foi incorparada ao Exército Imperial, em território argentino, onde permaneceu até maio de 1870. Quatro anos depois, o Corpo Policial foi enviado para a localidade de Ferrabraz, em São Leopoldo, para apoiar na campanha contra a seita religiosa dos Mucker.
Quando iniciou a Revolução Federalista, entre maragatos (ou libertadores) e as forças governistas (conhecidas por pica-paus) lideradas por Júlio de Castilhos, a Brigada Militar, já estava posicionada, pronta para o combate. Dois dias depois da invasão do Estado a Corporação participou da Revolução, foi elogiada por Julio Prates de Casti lhos pelo seu desempenho. A partir dai, a Brigada Militar se manteve atuante na manutenção da ordem e na defesa dos interesses do povo.
Ainda naquele período, a Corporação passou a investir nas áreas de ensino e instrução , criando Escolas Regimentais para alfabetizar os praças e um Curso-Preparatório para Oficiais. Além da aquisição de uma gleba de terra na Chacara das Bananeiras, a Brigada Militar inaugurou a Linha de Tiro (1910); a enfermeira organizada em 1907, no bairro Cristal, deu origem ao Hospital da Brigada Militar (1911); foram criados Depósitos de Recrutas (1911), a Banda da Brigada (1912), o Grupo de Metralhadoras (1914) e a Escola Presidencial, responsável pela segurança Palácio do Governo do Es tado (1916), e finalmente, o serviço de Aviação (1923-1924).
Com a aproximação da eleição presidencial, a situação politica do Estado começou a ficar conturbada. De um lado apresentou-se o candidato Antônio Augusto Borges de Medeiros (que já vinha governando a 20 anos) e, pela oposição Assis Brasil. Com a vitória do primeiro, os partidários de Assis Brasil não se conformaram e deram início à Revolução Assisista (1923), na qual a Brigada Militar teve participação ativa, sendo elogiada por Borges de Medeiros.

Posteriormente, foi chamada para apoiar o Governo Federal na Revolução de 1924, em São Paulo. A atuação da tropa gaúcha foi destacada e eficiente.
Em outubro de 1930 teve início mais uma revolução pela sucessão à presidência da República. A Brigada Militar foi totalmente mobilizada, participando de combates na capital gaúcha, em Rio Grande e no Rio de Janeiro. Dois anos depois, enviou seus homens a São Paulo para apoiar o Governo Federal na Revolução Constitucionalista.
A partir de 1934, a Brigada Militar iniciou suas atividades de Policiamento Rodoviário e no ano seguinte passou a realizar atividades de policiamento, prevenção e combate ao fogo, busca e salvamento.
Depois de apoiar a Campanha da Legalidade (1961) e de enviar tropas para o interior do Estado (1964), a Instituição passou por profundas transformações, a partir de 1967, quando assumiu o policiamento ostensivo em todo o Estado.

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