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Com a chegada das estações mais quentes, é muito comum o crescimento da vegetação e muitas pessoas vem na capina química uma solução mais eficaz e de menor trabalho, para evitar a proliferação do mato.

Em Tapes basta circular pelas ruas da cidade e percebemos a vegetação queimada devido ao uso de produtos químicos proibidos.

No entanto a omissão da Secretaria de Meio Ambiente em fiscalizar estes crimes ambientais acabam sendo incentivo para que outras pessoas comentam o mesmo crime.

A capina química é a aplicação de produtos químicos, como ureia, herbicida ou mata-mato (de nomes comerciais Roundup, Glifosato, Nitrosin, etc.), e similares para limpeza de vias e calçadas públicas, terrenos baldios, margens de arroios e valas, jardins públicos.

Por ser nociva à saúde e ao meio ambiente, esta prática é proibida em toda a área urbana do país.

No município de Tapes a fiscalização ambiental é realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Além de multa são previsto também a apreensão do equipamento de pulverização. A penalidade poderá também ser estendida ao comerciante e ao técnico que emitiu o receituário.

O mesmo se aplica para os demais usos de agrotóxicos em área urbana.

Mesmo pequenas aplicações já são prejudiciais a natureza e a saúde. E existem formas alternativas de substituir o uso de agrotóxicos por produtos não nocivos a saúde. Ou através de ferramentas e maquinários no caso da capina. 

Em 2010 a ANVISA proibiu de vez a capina química em área urbana com a publicação de uma Nota Técnica informando que não há nenhum produto no mercado, registrado ou autorizado para ser utilizado como herbicida para fazer o controle de ervas daninhas ou de pragas em áreas urbanas no território brasileiro.

Por que é proibido?

1- Durante a aplicação de um produto agrotóxico, muitas pessoas não utilizam equipamentos de proteção, além de que moradores e pessoas que estão passando podem ter contato com o agrotóxico, sem que estejam com os equipamentos de proteção.

2. Em qualquer área tratada com produto agrotóxico é necessário que a área seja isolada e sinalizada por 24hs e no caso de necessidade de acesso a este local antes das 24hs, é preciso o uso de equipamentos de proteção individual. Esse período é necessário para impedir que pessoas entrem em contado com o agrotóxico aplicado, o que aumenta muito o risco de intoxicação. Na cidade, este isolamento da área não é possível, visto a grande circulação de pessoas.

3. É comum os solos das cidades serem asfaltados, o que favorece o acúmulo de agrotóxico e de água nas suas camadas superficiais. Em situação de chuva, pode ocorrer a formação de poças e retenção de água com elevadas concentrações do produto, criando uma fonte potencial de risco de exposição para adultos, crianças, flora e fauna existentes no entorno. Crianças, em particular, são mais sujeitas às intoxicações em razão do seu baixo peso e hábitos, como o uso de espaços públicos para brincar, contato com o solo e poças de água como diversão.

4. Em relação à proteção da fauna e flora domésticas ou nativas, é importante lembrar que cães, gatos, cavalos, pássaros e outros animais podem ser intoxicados tanto pela ingestão de água contaminada como pelo consumo de capim, sementes e alimentos espalhados nas ruas.

Em caso de utilização de capina química em seu bairro, denuncie através do fone 3672-5205, Secretaria Municipal do Meio Ambiente ou acione o Batalhão Ambiental da BM.

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