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O pequeno Pyettro Henrique de Oliveira Jacobson morreu com apenas 13 dias de idade. Inconformados com a morte do recém-nascido, os pais da criança, Henrique Jacobsen e Simone Oliveira, registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Camaquã, acusando um médico que atua no Hospital Nossa Senhora Aparecida de negligência médica.

Por questões legais, o nome do profissional não será divulgado na reportagem.

O caso começou quando Pyettro nasceu prematuro de uma gestação de sete meses, no dia 2 de dezembro. Internado no hospital de Camaquã, o recém-nascido iniciou o tratamento, mas acabou recebendo alta médica no dia 4 de dezembro, mesmo estando com 1.850 gramas.

De acordo com o Ministério da Saúde, caso o bebê nasça prematuro e/ou com baixo peso (menor que 2.500 gramas), e precise ficar internado, o SUS disponibiliza uma atenção humanizada não só ao recém-nascido, mas a toda sua família. De acordo com os pais de Pyettro, o médico nem sequer tentou leito para o bebê: “Ele nem olhou para a gente”, lamentou Henrique Jacobsen, em contato com a reportagem da Rádio Acústica FM.

No dia 10 de dezembro, os pais da criança chegaram a levar o bebê para vacinação. A técnica de enfermagem, entretanto, atestou que o bebê não tinha peso suficiente para receber as doses. Na data, Pyettro pesava 1.380 gramas, abaixo do peso que havia deixado o hospital seis dias antes.

O bebê acabou sofrendo várias paradas cardíacas na noite do dia 13 e veio a óbito na madrugada do dia 14 de dezembro. Na certidão de óbito, a sepsis neonatal, pneumonia e prematuridade são apontadas como as causas da morte do recém-nascido. No Boletim de Ocorrência, registrado na última terça-feira (17), os pais da criança alegam que desejam representar criminalmente, porque o médico acusado não marcou nem sequer uma revisão de consulta pediátrica.

Os pais também alegam que falaram com a direção do Hospital Nossa Senhora Aparecida. A instituição teria se comprometido em abrir uma sindicância para apurar o caso. As vítimas também buscam contato junto à Defensoria Pública, com a intenção de representar contra o médico. A família também irá denunciar o caso no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, o Cremers.

A reportagem da Rádio Acústica FM tentou contato com diretores do Hospital Nossa Senhora Aparecida, na tarde desta quinta-feira (19). No entanto, a emissora foi informada que os gestores atendem durante a manhã.

Fonte: rádio Acústica FM

 

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