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A morte de uma mulher pelo seu ex-companheiro na cidade de Dom Feliciano é mais um que entra para a estatísticas dos casos de feminicídios no estado do Rio Grande do Sul.

O caso aconteceu na manhã de domingo 09.02 no interior de Dom Feliciano. Um homem matou a ex-companheira e depois cometeu suicídio.

O filho do casal, ao chegar de um baile, encontrou a mãe caída no chão, no terreno, próximo a porta de entrada da casa, com bastante sangue em volta e embaixo do corpo. Assustado, ele chamou por um familiar que reside próximo ao local.

Ao se aproximarem, perceberam que a mulher estava morta, com sinal de facada no pescoço.

Após entraram na residência encontrando o pai do jovem e ex companheiro da mulher, que havia cometido suicídio. Na mesa da cozinha, estava uma faca suja de sangue.

Alta nos feminicídios acende alerta por conscientização e incentivo à denúncia

Enquanto o primeiro mês de 2020 encerrou com queda na criminalidade em geral, no combate à violência contra mulher o cenário acende alerta pela necessidade de conscientização e engajamento dos gaúchos.

O número de feminicídios no Estado somente em janeiro triplicou. De três casos no mês em 2019 para 10 neste ano.

Entre as vítimas, apenas uma contava com medida protetiva concedida pelo Judiciário. Ou seja, na quase totalidade os casos só chegaram às autoridades quando ações preventivas já não eram mais possíveis.

A situação reflete um dos principais obstáculos à atuação das forças de segurança para evitar feminicídios.

Embora a maioria desses crimes seja o ponto final de um ciclo crescente de agressões anteriores, também na maioria dos casos nenhuma informação que permitisse a adoção de ações para preveni-los chega às polícias.

Essa realidade reforça o papel fundamental das denúncias, seja das próprias vítimas ou de parentes, amigos ou vizinhos, para a identificação e repressão de agressores.

As denúncias podem ser feitas por qualquer um que depare com casos de agressões, sem a necessidade de se identificar, tanto por meio do Disque 100 quanto pelo Disque-Denúncia 181. Nesse último canal, também há possibilidade de fazer a comunicação pela internet, no site da SSP, no Denúncia Digital 181.

Para incentivar as mulheres a procurarem ajuda, a Polícia Civil lançou no ano passado o programa Sala das Margaridas, que tem implantado em Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPAs) espaços de acolhimento especial e individualizado para vítimas de violência.

O ambiente reservado e com profissionais especificamente capacitados para lidar com casos dessa natureza oportuniza o atendimento qualificado para receber os relatos, que são o primeiro e fundamental passo para proteção das vítimas.

Além disso, as DPPAs adotaram um questionário padrão de avaliação de risco que aumenta a precisão no momento de identificar o grau de violência e perigo ao qual às vítimas estão expostas.

As perguntas direcionadas ajudam a contextualizar o histórico da mulher e da relação com o agressor, buscando detalhes e informações que, em muitos casos, ela julga irrelevantes para a comunicação de um episódio recente, mas que podem ser fundamentais na tomada de ações preventivas.

Os dados ainda incrementam o embasamento da solicitação de medidas protetivas de urgência, ampliando as possibilidades de concessão pelo Judiciário.

No Brasil, uma mulher é agredida a cada quatro minutos, segundo dados do Ministério da Saúde. Os índices de feminicídio também vêm em uma crescente nos últimos anos, mas, na política, o tema não ganha prioridade. 

Com informações SSP/RS

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