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Mil dias depois algumas perguntas ainda estão sem respostas: por que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes? Alguém encomendou o homicídio? Se sim, quem foi? 

A vereadora do Rio de Janeiro e o motorista foram assassinados em 14 de março de 2018, no centro da cidade, em uma emboscada. Algumas pessoas envolvidas no crime foram presas. No entanto, ainda não se sabe quem foi o mandante e, tampouco, por quais motivos tiraram a vida da mulher negra, favelada, bissexual, ativista dos direitos humanos e eleita com mais de 40 mil votos para ocupar um cargo na Câmara Municipal da cidade.

Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados no centro do rio de Janeiro. Élcio Vieira de Queiroz e Ronnie Lessa foram presos, acusados de executar a vereadora e o motorista naquela noite. Os dois devem ser levados à júri popular, mas o julgamento ainda não tem data marcada. 

O sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa é apontado como sendo o responsável pelos disparos de submetralhadora que mataram Marielle e Anderson. Já o ex-PM Élcio Queiroz seria o motorista do carro. 

Até o momento, não se sabe quem ordenou o assassinato. A Delegacia de Homicídios e o Ministério Público segue investigando os assassinatos. 

Em março de 2021, o assassinato completa três anos, sem que Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz tenham ido a julgamento em júri popular. 

Anielle Franco, irmã de Marielle, não perde a esperança de elucidar o crime, mas diz que enfrenta muitos dias, em que não sente que será possível encontrar respostas sobre a motivação para o homicídio de Marielle. 

O PSOL (partido de Marielle) , ao lado de diversos movimentos sociais, coletivos, organizações não-governamentais, partidos e ativistas do mundo inteiro, organiza ações nas ruas e nas redes para pedir respostas e renovar a luta por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes nesta terça-feira.

Por várias cidades do país, desde a manhã do dia 8, centenas de pessoas vão realizar ações descentralizadas e simbólicas nas ruas, praças e janelas para exigir justiça para Marielle e Anderson. Faixas, cartazes, intervenções e performances lembram o absurdo dos 1000 dias sem respostas. O PSOL e seus parlamentares seguem exigindo justiça para 1000 dias sem respostas: Quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes? Marielle Franco. A deputada federal Talíria Petrone, amiga pessoal de Marielle, vem sofrendo uma série de ameaças de morte que a impedem, inclusive, de retornar ao estado do Rio de Janeiro com sua filha, Moana Mayalú. “A morte de Marielle escancara o que é a violência política no nosso país e quais são os corpos que as elites não querem ver representados”, alerta Talíria. 

“Há mil dias que o Estado brasileiro não nos responde quem mandou Marielle e qual o motivo desse assassinato político. São mil dias que cobramos e não dá para, numa democracia – incompleta e frágil -, não termos essas respostas”, continua a deputada, que era vereadora de Niterói quando a amiga Marielle foi assassinada. “É nosso papel continuar repetindo que queremos justiça para Marielle e Anderson e continuar lutando suas lutas, até que todos os corpos possam fazer política verdadeiramente livres”, continua. 

O deputado Marcelo Freixo também sempre foi muito próximo de Marielle Franco, e acompanha de perto as investigações do assassinato da amiga que encorajou a assumir a tarefa de ser figura pública no Rio de Janeiro. “Há mil dias a democracia brasileira está ferida de morte. Quando exigimos resposta, quando cobramos justiça por Marielle e Anderson, não falamos apenas como amigos e familiares que sentem a dor da perda. Nós falamos como cidadãos que não aceitam que a violência seja transformada em instrumento de ação política e que uma vereadora seja barbaramente executada no pleno exercício do seu mandato”, declarou Freixo. 

A deputada federal Áurea Carolina também comenta este “marco triste” para a democracia brasileira e uma investigação que caminha a “passos lentos”. Enquanto Marielle Franco era eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, Áurea Carolina celebrava sua eleição como uma das vereadoras mais votadas de Belo Horizonte. 

“Desde sua morte, temos visto a escalada dos casos de violência política contra todas nós mulheres, negras, periféricas e LGBTQIA+. Não serão capazes, no entanto, de nos calar. Somos a força viva de Marielle. Sua memória e legado tornou-se força motriz de uma transformação que nos ultrapassa”, afirmou Áurea. 

 Relembre o caso 

Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, Marielle Franco foi assassinada, no dia 14 de março de 2018, junto com seu motorista, Anderson Gomes, no bairro da Estácio, na região central da capital fluminense. O carro em que eles estavam foi atingido por vários tiros, quando criminosos se aproximaram em outro veículo e efetuaram os disparos.

Apesar de até hoje não se haver chegado a uma conclusão de quem mandou matar Marielle, as autoridades envolvidas no caso e responsáveis pela investigação suspeitam que o crime tenha sido cometido por motivações políticas, já que, na época, nenhum pertence foi levado no local da morte da vereadora e de seu motorista. 

Marielle Franco era conhecida por seu cuidado com as comunidades carentes do Rio e pela frequente defesa dos direitos humanos dos moradores dessas localidades, especialmente negros e mulheres. Ela também possuía grande importância nas denúncias que fazia envolvendo abuso de força por parte de policiais, e conquistava cada vez mais apoiadores pelas redes sociais, nas quais se afirmava como uma verdadeira ativista e defensora das minorias. 

 

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