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Todos finais de semana o Portal A Notícia tem publicado os laudos de balneabilidade divulgados pela Fepam – Fundação Estadual de Proteção Ambiental. Ao analisar os comentários em nossas postagens sobre essa pauta percebemos a necessidade de explicar como são feitas as coletas de amostras e laudos de balneabilidade da lagoa.

A Fepam realiza o Projeto Balneabilidade desde o verão de 1979/1980, divulgando aos veranistas informações sobre as condições da qualidade das águas das praias litorâneas, lagunares e de rios do Rio Grande do Sul.

O monitoramento da qualidade das águas dos balneários e praias gaúchas é realizado em pontos de 43 municípios dos litorais Norte, Médio e Sul-Costa Doce e das regiões hidrográficas do Guaíba e do Uruguai.

Os resultados são disponibilizados todas as sextas-feiras, entre 20 de dezembro e 28 de fevereiro, por meio da página da Fepam, redes sociais, site Sistema de Balneabilidade – Baln e do web aplicativo. E de placas indicativas colocados nas praias onde são realizadas as coletas.

Para analisar as condições bacteriológicas nas praias e balneários, é utilizado o parâmetro da bactéria Escherichia coli. Sua presença sugere a possibilidade de haver, naquele local, micro-organismos intestinais capazes de provocar doenças.

Nos balneários de Tapes, de Pelotas, e na Lagoa do Peixoto, em Osório, é realizada também a contagem de cianobactérias, organismos potencialmente produtores de toxinas que podem levar a intoxicações agudas ou crônicas.

Nos balneários de água salgada do Litoral Norte, as coletas e análises são feitas pela Fepam (31 pontos).

Já nos balneários da Praia do Laranjal, pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep – 10 pontos).

Em Tapes e demais balneários do Estado cabe a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan – 51 pontos) realizar a coleta.

A Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de 29 de novembro de 2000, define os critérios de balneabilidade em águas brasileiras, de forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário e é avaliada nas categorias própria e imprópria:


Própria: Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver, no máximo 1000 Coliformes Termotolerantes ou 800 Escherichia coli por 100 mililitros.


Imprópria: Quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas 5 semanas anteriores, no mesmo local, os resultados das análises forem superiores a 1000 Coliformes Termotolerantes ou 800 Escherichia coli por 100 mililitros, ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 2500 Coliformes Termotolerantes ou 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

A Resolução CONAMA nº357, de 17 de março de 2005, considera que as águas podem ser destinadas à recreação de contato primário quando a contagem de cianobactérias for de até 50000 células/mL ou 5mm³/L.

Portanto a balneabilidade das praias de Tapes não são definidas por decisões politicas. São questões técnicas. Avaliadas com critérios técnicos.

E por serem técnicas dependem de variantes que podem mudar de uma semana para outra. E explica porque em uma semana a praia estaria própria para banho e na outra não.

O que não muda são as causas da poluição da lagoa. Enquanto não houver tratamento de esgoto em Tapes e continuar sendo despejado diretamente na lagoa o esgoto doméstico da cidade, a lagoa continuará poluída. Assim como os agrotóxicos das lavouras que também são despejados diretamente na lagoa.

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