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                                                   * Por Moisés Mendes

Uma pergunta que inquieta, mas nunca foi abordada pela imprensa entre as dúvidas sobre a pandemia: os pobres, principalmente os pobres sem emprego fixo, vão aguentar o confinamento sem dinheiro no bolso, sem conta no banco e sem trabalho?

É complicado, porque não há como o pobre fugir do confinamento, mesmo que em contextos e circunstâncias completamente diferentes da classe média.

Se não for assim, se os pobres não se aquietarem em casa, como advertem os especialistas em saúde pública, o massacre será maior do que o previsto.

Já se sabe que os pobres serão as grandes vítimas da pandemia. Se continuarem transitando livremente, a tragédia será multiplicada.

A solução? Os deputados de esquerda deveriam pressionar o governo para que assegure o fornecimento de alimentos básicos para as famílias de trabalhadores informais, durante o tempo em que ficarem em casa.

Trabalhador informal não tem salário fixo, nem Netflix, nem sabe quando poderá voltar a fazer bicos.

A direita e Paulo Guedes dirão que não há como cadastrar e selecionar quem vai receber ajuda. Se quisessem, haveria. E também vão dizer que não há dinheiro.

Tem, sim. Cortaram mais de 2 milhões de mães do Bolsa Família. Mas já estão preparando socorro para as companhias aéreas, até para as empresas de cruzeiro e para bancos que ameaçam quebrar.

Tem que ter dinheiro para arroz e feijão. E nem falamos ainda dos moradores de rua, que devem ter um suporte especial. Imagina-se que os prefeitos já tenham pensando nisso.

Se é que os prefeitos pensam em pobres.

Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Escreve também para os jornais Extra Classe, DCM e Brasil 247. É autor do livro de crônicas Todos querem ser Mujica (Editora Diadorim). Foi colunista e editor especial de Zero Hora.

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