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A promessa do governo do Estado de instalar a partir de 1º de maio um novo modelo, o do ‘distanciamento social controlado’, como forma de enfrentar o coronavírus em solo gaúcho, não está, até o momento, diminuindo questionamentos de prefeitos.

As dúvidas sobre os dados apresentados e a capacidade do governo em dar respostas com a rapidez necessária fazem crescer entre gestores municipais o entendimento de que passou o momento em que o Executivo gaúcho conseguiria manter o controle sobre a estratégia do distanciamento.

O estopim para as objeções foi a mudança nas regras admitida pelo governo estadual na semana passada para as cidades da região Metropolitana da Serra, que inicialmente teriam mantidas as mesmas restrições existentes para a região Metropolitana de Porto Alegre.

Fatia significativa dos prefeitos questiona, por exemplo, se vai funcionar um dos pontos anunciados como parte do distanciamento controlado: o de que se uma determinada localidade apresentar uma disparada nos índices de infecção e atingir a capacidade de atendimento hospitalar, vai ter o nível de restrição ampliado.

A dúvida toma por base o exemplo internacional. Via de regra, quem esperou por uma disparada de casos ou internações para apertar as restrições acabou com os sistemas em colapso.

Pesam sobre o novo modelo ainda incertezas sobre o quanto o termo controlado se adapta a uma realidade na qual o distanciamento seletivo (para pessoas acima de 60 anos e com fatores de risco) deixou de caber.

Dos 869 casos confirmados oficialmente no RS na sexta-feira, a faixa etária entre 60 e 69 anos ocupava a terceira posição (147 casos). O maior número, 185, estava na faixa etária entre 30 e 39 anos. Em segundo lugar estava a faixa entre 40 e 49 anos, com 162 casos. E a faixa entre 20 e 29 anos registrava 104 casos.

Projeções

Em 17 de março o Executivo gaúcho divulgou os primeiros estudos técnicos do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria do Planejamento com projeções de evolução do coronavírus no RS. Foram estabelecidas três possibilidades de cenários, a partir do número de casos: extremo (o pior possível), agressivo e moderado. Em 25 de março foi divulgado o primeiro Boletim Diário de Casos em Países Selecionados, Brasil e RS (o boletim passou a ser diário de fato em 3 de abril).

No boletim do dia 25, o governo projetou evoluções possíveis para 3 de abril, data em que se completavam 14 dias após a confirmação do 50º caso no Estado. O registro do 50º caso é usado como parâmetro para as medições. Na época, o governo apontou que o RS estaria em um cenário extremo se, até 3 de abril, o número de casos chegasse a 4.340.

No boletim de 12 de abril, os técnicos fizeram um alerta sobre a mudança no protocolo de testes ocorrida em 23 de março, que determinou a testagem apenas para mais graves e profissionais da saúde com sintomas. E assinalam que o número de testes seria determinante para identificar qual cenário (extremo, agressivo ou moderado) o RS de fato seguiria.

A partir de 13 de abril, foram suprimidas dos boletins projeções com números absolutos de casos e como se enquadrariam nos três cenários possíveis. Também deixou de ser usada a terminologia de extremo, agressivo e moderado.

Em 15 de abril, quando anunciou a flexibilização das medidas de distanciamento social em 95% do território, o governo divulgou dados do boletim já sem as projeções de cenários extremo, agressivo e moderado. E destacou que o RS seguia uma linha semelhante a do Japão e Singapura, dois países que apresentariam evolução moderada. Apesar de o Japão, na verdade, estar enfrentando um aumento repentino de casos e ter declarado emergência em Tóquio e outras seis regiões.

Na mesma cerimônia, o Executivo divulgou os resultados da pesquisa sorológica coordenada pela UFPel, intitulada Epicovid19. Uma das conclusões da pesquisa foi a de que, 14 dias antes de sua divulgação, ou seja, em 1º de abril, já existiam 5.650 pessoas infectadas no RS. Se estiver correta, a projeção coloca o Estado, já no início de abril, dentro de um cenário extremo de avanço da doença conforme os números que vinham sendo usados pela Seplag.

Com informações rádio Guaíba

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