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Estamos chegando nos últimos dias do ano de 2019. A previsão de inauguração da nova sede da agência do INSS em Tapes era para março. Foi adiada para julho.

O prédio já estava concluído. Faltava só a chegada da mobília e dos equipamentos necessários para o funcionamento da agência.

Ainda no mês de julho a superintendência regional do INSS informou que a nova sede da agência de Tapes deveria entrar em funcionamento em agosto. Quando chegaria o mobiliário e os equipamentos.

Porém a previsão não se confirmou. E a inauguração prevista para o mês de agosto também não ocorreu.

Até o momento nenhuma explicação foi dada pela Superintendência nacional do órgão em Brasília que é responsável por fazer a compra do mobiliário e equipamentos. E nem foi definida a data da inauguração.

Devido a burocracia do governo federal, o INSS divide as responsabilidades, sendo as superintendências regionais responsáveis pela construção da parte física das agências e a superintendência nacional pela aquisição e envio dos equipamentos e mobília.

A suspeita é que os cortes orçamentários realizados pelo governo federal podem ser a origem do atraso. Já que nenhuma outra explicação é dada pelo órgão para esta morosidade toda.

O novo prédio do INSS tem 334,40m², 4 guichês e 2 salas de perícia. A construção segue o modelo convencional utilizado nas novas agências do órgão federal.

Porém a vegetação já começa tomar conta do entorno do prédio. As correntes e os cadeados nos portões enferrujados, sinalizam que há muito tempo ninguém acessa o local.

O abandono demonstra descaso não só com o dinheiro público. Mas também com os usuários do INSS.

A sede que atualmente esta instalada no andar superior da agência do Banco do Brasil, na Av. Assis Brasil no centro, tem problemas de acessibilidade, com uma escada que dificulta e muitas vezes impossibilita o acesso de pacientes no prédio para a realização de suas pericias.

A reportagem do Portal A Notícia, assim como muitas pessoas, já flagraram o atendimento médico sendo realizado na calçada em pacientes acamados. Em outros casos com ajuda de seguranças e servidores, pessoas com problemas de locomoção, conseguem acessar o andar superior onde são atendidos. Inclusive sendo carregados no colo por parentes e amigos.

E este foi o motivo que a justiça determinou ao INSS que construísse uma nova sede em um terreno do Instituto que há décadas estava abandonado na rua Cel. Pacheco próximo a rua Otávio Job. Justamente para garantir a acessibilidade dos usuários.

O INSS então decidiu cumprir a determinação da justiça e construiu o prédio. A obra teve um custo de R$ 1.658.640,73. No entanto mais de seis meses depois da conclusão, o prédio continua vazio e abandonado.

E nenhuma das autoridades municipais se manifestaram sobre assunto. Nem prefeitura e nem os vereadores mostraram preocupação com a situação. Pelo menos não houve nenhuma manifestação pública neste sentido. Ninguém pressiona o INSS. Nem um ofício foi enviado ao órgão federal cobrando o inicio do funcionamento. Nem o judiciário sabe se a decisão de garantir acessibilidade foi cumprida. O descaso é geral.

E assim o dinheiro público pode estar indo para o ralo. E segue idosos e doentes sendo atendidos na calçada da rua Getúlio Vargas. Ou sendo carregados no colo. 

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