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Número de desempregados aumenta 1,3 milhão em 3 meses, segundo o IBGE. Em apenas um ano 11,3 milhões de pessoas perderam seu emprego. E o que assusta é que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Segundo os especialistas, o  desemprego vem renovando recordes desde julho no país em meio ao retorno à força de trabalho daqueles que perderam sua ocupação na pandemia mas não estavam procurando um emprego.

Na sociedade atual, que sobrevaloriza o indivíduo e a capacidade de acumulação de bens materiais, o desemprego é, sem dúvida, um dos maiores medos sociais. Para piorar a situação, nas crises econômicas, o temor aumenta e alguns empresários aproveitam-se disso, reduzindo os valores dos salários (arrocho salarial) como forma de aumentarem os próprios lucros, apesar da proteção das leis trabalhistas.

Neste cenário a situação tem se agravado pela falta de políticas públicas nos últimos anos e por conta das políticas de austeridade econômica adotadas pelo governo federal, que causaram desvalorização no salário mínimo dos trabalhadores.

Outro fator determinante para o crescimento do desemprego, além do fracasso da politica econômica do atual governo, tem sua origem na pandemia.

Os principais empregos perdidos com a redução das atividades econômicas em função do isolamento social da pandemia da covid-19 são justamente aqueles de baixa remuneração, baixa qualificação profissional, e, em sua maioria informais – trabalhos que geralmente são ocupados por jovens por conta da menor experiência de vida e no mercado

Entre os principais destaques da pesquisa, segundo o IBGE, estão:

  • Mais 1,3 milhão de pessoas entraram na fila em busca de um trabalho no 3º trimestre frente ao segundo;
  • Taxa de desemprego foi de 12,8% para os homens e 16,8% para as mulheres;
  • Entre as pessoas pretas, a taxa foi de 19,1%, enquanto a dos pardos foi de 16,5%; a menor taxa foi a dos brancos: 11,8%;
  • desemprego é maior entre os jovens, com destaque para a faixa das pessoas de 18 a 24 anos de idade (31,4%);
  • O contingente de ocupados atingiu mínima histórica de 82,5 milhões de pessoas;
  • Nível de ocupação foi de 47,1%; ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país;
  • O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) bateu novo recorde, chegando a 5,9 milhões;
  • taxa subutilização atingiu recorde de 30,3%, reunindo um total de 33,2 milhões de pessoas;
  • número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% frente ao 2º trimestre, com perda de 790 mil postos;
  • percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26,4%.
  • A taxa de informalidade subiu para 38,4%, contra 36,9% no trimestre anterior, o que corresponde a 31,6 milhões de pessoas;
  • A massa de rendimentos dos trabalhadores caiu 4,9% (menos R$ 10,6 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.
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