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Acompanhe as últimas notícias de Tapes e Região.

Prefeitos da nossa região vão solicitar migração para a região Pelotas e Rio Grande, que tem indiscutivelmente menos leitos, respiradores e recursos médicos que a capital. Onde atualmente nossa região é vinculada.

A decisão faz parte da estratégia das prefeituras de recorrer da decisão do governo do estado que neste sábado (20.06) mudou a cor da bandeira para vermelha na macrorregião de Porto Alegre.

A mudança do status de risco médio para risco elevado, se deve ao crescimento dos casos de Covid-19 na região e a limitada estrutura de saúde.

A medida anunciada gerou confusão porque as informações das autoridades são fracionadas e imprecisas.

Ao mesmo tempo que o prefeito de Camaquã Ivo Ferreira confirmava a estratégia o prefeito de Tapes negava em parte.

Silvio Rafaeli afirmou que Tapes continuaria utilizando a estrutura do serviço de saúde da capital. A medida serviria somente para outros municípios como Arambaré, Cristal, Dom Feliciano e Camaquã.

A medida na verdade é uma tentativa desesperada dos gestores de evitar o desgaste junto aos setores empresarias dos municípios.

E no caso de Tapes fica uma dúvida se continuarmos dependendo do sistema de saúde da capital deveremos permanecer com a bandeira da região na qual estamos atrelados. Ou Silvio Rafaeli imagina que será construído um Frankenstein  . Ou seja faremos parte da macrorregião de Porto Alegre mas nossos dados serão avaliados e nossa bandeira de risco será a da região de Pelotas e Rio Grande.

Qual os interesses reais desta estratégia bizarra ?

Nas últimas 48 horas, foram confirmados casos em Arambaré, Camaquã, Chuvisca, Mariana Pimentel, São Lourenço do Sul e Tapes.

Ao todo temos 64 casos na região sem contar os municípios de Guaíba e Encruzilhada. E seis óbitos devido ao Covid-19 confirmados. Três em Camaquã , um em Cerro Grande do Sul e outros dois em Mariana Pimentel.

Apesar do número de casos e óbitos na região ser relativamento baixo se comparado com outras regiões, a mudança de bandeira se deve principalmente a falta de leitos de UTI.

Essa deficiência deixa a região atrelada ao sistema de saúde da capital onde a taxa de mortalidade é alta.

Porém o fato de ainda não possuir leitos de UTI, faz com que a região também não possa ser desmembrada da Região Metropolitana, já que depende dos leitos da capital. É o caso de Tapes que depende dos leitos de UTIs de Porto Alegre.

Alguns pacientes de Camaquã tem sido atendidos pelos hospitais de Rio Grande.

No entanto a estratégia do Consórcio de Prefeituras da região de mudar parte do atendimento para Rio Grande desatrelando da macrorregião de Porto Alegre deverá se mostrar ineficaz.

O que estes gestores municipais deveriam fazer é realizar testagem em massa da população. Em Tapes por exemplo, menos de 50 pessoas foram testadas.

O que demonstra que a preocupação dos prefeitos não é com as pessoas e sim com a economia. E assim cometem o mesmo erro que tem levado o Brasil a ter 50 mil mortes e mais de 1 milhão de pessoas contaminadas com Coronavírus.

Os prefeitos da região deveriam priorizar a cobrança dos prometidos leitos de UTIs, cuja responsabilidade se divide entre Estado e União.

O Hospital Nossa Senhora da Aparecida de Camaquã preparou toda a estrutura para receber estes leitos. Na licitação realizada pelo Estado no dia 16.06, apenas uma empresa se apresentou para fornecer ventiladores mecânicos e tinha preço 100% acima do previsto, então a licitação terá que ser refeita. Afinal vivemos em um país onde o mais importante é o lucro então vamos faturar com a desgraça dos outros.

A licitação eram para 230 leitos para diversas cidades do RS. O hospital de Camaquã deveria receber 10 unidades de UTIs adulto e 20 leitos clínicos adulto para o combate ao Coronavírus.

Mas sobre este fator os prefeitos não falam e nem cobram mostrando uma subserviência aos governos federais e estadual digno de pena.

Ao mesmo tempo assistimos todos os dias uma população que sai sem máscaras para as ruas, nos parques e circulando pelos comércios. São aglomerações desnecessárias. Que acaba aumentando o contágio e propagação do vírus.

Com exceção do uso de máscaras, que muitas vezes são mau usadas, as aglomerações continuam e a falta de cuidado e razoabilidade também. Acompanhamos perplexos administrações municipais que se limitam a boletins informativos como se o Executivo fosse um mero expectador.

E desta forma seguiremos sob uma falsa sensação de segurança, que vai aumentar mais ainda a irresponsabilidade do povo, porque afinal a economia não pode ser atingida. E assim se tudo parece estar normal posso sair de casa, fazer festa no clube Náutico e me aglomerar na frente dos estabelecimentos.

E aguardar o prefeito gravar uma live afirmando que o povo é irresponsável por não estar usando máscaras.

O Auxílio Emergencial injetou R$ 2 milhões na economia de Tapes. Isso é uma mostra de que a solução contra o desemprego e a quebradeira das empresas é a implantação de políticas públicas como a constituição de um programa de renda mínima para os mais necessitados e uma ajuda financeira para os médios e pequenos empresários que estão amargando perdas durante a pandemia.

Mas ao invés de realizar um movimento de pressão junto aos deputados , senadores e governo federal para realmente evitar o crescimento da miséria, da pobreza e quebradeira de empresas, os prefeitos preferem colocar em risco não só a população mas também os comerciantes que tem contato diários com seus clientes.

Outro problema é a falta de informações. Como se prevenir e evitar a propagação do vírus se a prefeitura esconde informações limitando apenas divulgar que temos um caso.

Ninguém quer saber o nome, CPF e endereço da pessoa contaminada em Tapes.

Mas sim saber se ela circulou pelo comércio, se pegou ônibus , se recebeu visita ou visitou alguém de outra cidade. Informações básicas que são necessárias.

E isso tudo no dia em que chegamos ao número de 50.090 mortes e 1.071.085 casos confirmados no país. O que comprova que não é apenas uma gripezinha e tão pouco se resolverá com soluções mágicas como mudança de região.

Estamos asfaltando nosso bom senso e perdendo para o avanço do coronavírus em nossa cidade e região.

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