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Mais uma vez o império do mal mostra suas garras, invadindo o espaço aéreo do Iraque para matar o General iraniano, herói nacional daquele país, Qassim Suleimani.

Esta história de “matar para prevenir” é antiga por parte dos Estados Unidos, faz parte do seu DNA em mentir, manobrar, intervir militarmente onde “seus interesses” estejam em jogo.

Faz tudo isso para garantir seus lucros imediatos, como representante máximo do capitalismo mundial não vive sem fomentar guerras, foi assim sempre!

Desde sua independência do maior colonizador a época, a Inglaterra no final do século XVIII, que os Estados Unidos atuam como ave de rapina. Primeiro subjugou o México, depois a América Central e Caribe.

No século XX, pós 2º Guerra Mundial, arvora-se no direito de ser “delegados do Mundo”, intervindo em várias regiões do planeta. Como um dos vencedores desta Guerra, por questões econômicas e ideológicas, principalmente contra a ex-União Soviética, justificava suas agressões mundo afora por conta da ameaça comunista.

Foi protagonista de vários golpes na América Latina, entre os quais podemos destacar os golpes na República Dominicana, Brasil, Uruguai, Chile e Argentina. Com os mesmos argumentos que estes países viviam uma ameaça real das forças comunistas.

Uma mentira deslavada, o muito que se queria nestes países era em termos justiça social, mas longe acharmos que vivíamos por aqui uma insurreição comunista. João Goulart, Brizola e outros da América do Sul, apesar dos discursos eloquentes e radicalizados, nunca foram nem de perto comunistas, apenas líderes com visões estratégicas que propunham uma igualdade social em países tão desiguais socialmente.

Fora da curva por aqui, foi o processo revolucionário em Cuba, que tinha no início uma visão mais nacionalista e com o decorrer do tempo foi adquirindo feições socialistas. Fidel, Raul, Camilo e Che, tiveram que enfrentar na Baía dos Porcos, mercenários treinados pela CIA para derrubar o recém-governo instalado. De forma direta, foi o primeiro revés que o império sofreu, militarmente falando, por isso decretaram um boicote que já dura 57 anos a Ilha Rebelde, que se mantém firme na construção do socialismo.

Outra intervenção norte-americana, essa continua sendo a mais traumática para eles foi à do Vietnã. Apesar dos estragos causados a população civil daquele país, como bombas incendiárias, que continuavam a queimar com seus fragmentos dentro do corpo humano, de causar mais de 500 mil mortes entre os vietnamitas, saíram de lá com o rabo entre as pernas, derrotados pelos guerrilheiros vietcongs e pelo Exército do Vietnã do Norte.

Ainda hoje as cenas dos helicópteros levando pessoas da embaixada dos Estados Unidos em disparada para os seus navios de guerra, marcam a sociedade norte-americana, fora os sacos que embalavam os marines mortos naquele conflito.

A Guerra das Coreias foram outra tentativa do império do mal em ditar as normas no continente asiático. Jogaram mais bombas naquela região do que em toda 2º Guerra. Ameaçou inclusive jogar bombas atômicas sobre a região. As forças comunistas, lideradas pelo Partido do Trabalho da Coreia, não arrefeceu os ânimos, chegou-se um cessar fogo, dividindo as duas Coreias, por isso o impasse até hoje, entre o Norte, comunista e o sul capitalista.

Mas os Estados Unidos nunca parou independente quem seja seu presidente, qual ala pertença, republicanos ou democratas, sempre vai agir para querer dominar o mundo.

Recentemente tentaram pela força depor Nicolás Maduro da Venezuela, pegando um fantoche como Juan Gaidó, fazendo deste um seu presidente sem passar pelas urnas, tudo para desestabilizar um governo democraticamente eleito.

Com o apoio da Rússia e China, por motivos imperiais também, mas com forte apoio popular, Nicolás Maduro vem segurando o seu governo, mas até quando?

No caso do Iraque e Irã, fica claro o interesse dos Estados Unidos em querer garantir os poços de petróleo daquela região para si. Como em seu país, segundo as fontes, suas reservas não duram mais 50 anos, eles precisam abocanhar um número cada vez maior de poços de petróleo mundo afora.

Fizeram duas guerras na região, uma nos anos 1990 e outra nos anos 2000 caçou Saddam Hussein como um rato, este mesmo colocado lá e armado até os dentes pelos próprios norte-americanos pós-revolução islâmica do Irã em 1979.

Fizeram uma guerra entre estas duas nações, os mais velhos lembram-se disso, pintaram o Aiatolá Ruhollah Khomeini como a besta fera do mundo, este era o líder espiritual de uma das correntes do islamismo, que são maioria no Irã, os Xiitas!

Os Estados Unidos muniu o Iraque de Saddam com armas químicas, que foram utilizadas de forma indiscriminadas em cima da população civil, nem uma nota contrária dos Estados Unidos foi emitida à época, como Saddam jogava a favor dos Estados Unidos, para eles era o que interessava.

Este mesmo Saddam, quando não serviu mais aos interesses norte-americanos, pagou com a própria vida com a invasão ianque no Iraque. Formou-se um novo governo, um novo parlamento, alardeado pelos Estados Unidos como a nova democracia no Iraque, mas bastou os Xiitas, aliados do Irã ter uma preponderância política neste novo governo “democrático”, veio à ordem suprema de matar o General Suleimani.

Está claro qual o interesse do império do mal, intimidar com suas armas poderosas um povo inteiro, ou melhor, povos inteiros que lutam por sua autodeterminação, e isso eles não perdoam e não aceitam.

Esta história de que o Irã é uma tirania, que apoia o terrorismo é uma balela, mais uma mentira para encobrir o próprio terrorismo dos Estados Unidos. Não vimos uma linha sequer, de forma condenatória por parte dos Estados Unidos contra a Arábia Saudita, uma monarquia com métodos cruéis para subjugar o seu próprio povo, imensa maioria de miseráveis, sem nenhum direito social e que vivem sob o tacão das cimitarras!

Publicado inicialmente no Blog Metacritica

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