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A Campanha Máscara Roxa, possibilita às mulheres vítimas de violência doméstica fazerem denúncias em farmácias. A iniciativa é do Comitê Gaúcho ElesPorElas, da ONU Mulheres.

A agenda contemplou 39 cidades de abrangência das associações dos municípios da Costa Doce (Acostadoce), da Região da Campanha (Assudoeste) e da Zona Sul (Azonasul).

Em Tapes as Farmácias Associadas participam da Campanha Máscara Roxa. Outros seis municípios da região Costa Doce também contarão com a participação das Farmácias Associadas. São eles Arambaré, Cerro Grande do  Sul, Cristal, Dom Feliciano e Sentinela do Sul.

O deputado estadual Edegar Pretto, que coordena o Comitê  comentou que há uma constatação mundial do aumento dos casos de violência contra as mulheres neste período de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, por conviverem mais tempo em casa com seus agressores, as vítimas têm dificuldades de fazer a denúncia, seja na delegacia, por telefonema ou de forma virtual. Isso também gera uma subnotificação dos casos de violência doméstica.

Por esse motivo, a ONU Mulheres recomendou a seus países criarem políticas que facilitassem a denúncia, envolvendo as farmácias.

No RS, o Comitê Gaúcho ElesPorElas organizou a Campanha Máscara Roxa, tornando o estado o primeiro do Brasil a ter essa iniciativa.

O deputado disse que a realidade do RS também motivou a campanha, devido ao aumento de casos de feminicídios durante esse período de isolamento. Ao todo, 28 mulheres foram assassinadas por questões de gênero nos meses de março, abril e maio, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública. Somente em abril, o aumento foi de 66,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Ao todo, desde o início do ano, 43 mulheres morreram vítimas de feminicídio no estado.

Como funciona a campanha

Lançada no início de junho no RS, a Campanha Máscara Roxa permite que mulheres vítimas de violência doméstica façam denúncias em farmácias. Ela começou com 600 farmácias, e já são 1.314 unidades de quatro redes envolvidas.

De abrangência da Acostadoce, sete dos 11 municípios possuem estabelecimentos participantes. Na região da Azonasul, nove dos 21; e na Assudoeste, três dos sete.

Até o momento, farmácias de oito municípios gaúchos já receberam denúncias, em Venâncio Aires, Bento Gonçalves, Casca, Pinhal, Capão da Canoa, Vitória das Missões, Rio Grande e Porto Alegre.

Todas as farmácias com adesão estão com o selo “Farmácia Amiga das Mulheres”, que serve para que as vítimas as identifiquem. Os atendentes receberam capacitação online para o procedimento e para garantir a segurança da vítima.

Ao chegar na farmácia a mulher deve pedir a máscara roxa, que é a senha para que o atendente saiba que se trata de um pedido de ajuda. O profissional dirá que o produto está em falta e pegará alguns dados para avisá-la quando chegar. Após, o atendente da farmácia passará à Polícia Civil as informações coletadas, via WhatsApp, para que o órgão tome as medidas necessárias.

O deputado Edegar Pretto lembra que qualquer farmácia pode participar da campanha. O objetivo é envolver também aquelas que não fazem parte de grandes redes, mas que estão em cidades menores. “As farmácias que aderirem prestarão um grande serviço à vida das mulheres, sem cobrar nada, nem pagar nada. Elas não responderão a processos judiciais, pois é garantido o anonimato do estabelecimento e do atendente”, destacou. Interessados devem entrar em contato com o Comitê: 51 991993641 | comite.gaucho.elesporelas@gmail.com

 

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