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O empresário Derli Pereira Junior utilizou seus perfis nas redes sociais para se manifestar sobre a ação policial ocorrida em Tapes na tarde desta quinta-feira 13.08.

A operação denominada Op. Metal  foi desencadeada pela Delegacia de Polícia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio de Serviços Delegados (DRCP) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC),  o proprietário de empresa de provedor de internet em Tapes. A ação busca combater a receptação de rádios, fios, cabos e baterias estacionárias, especialmente utilizadas por empresas de telefonia e de internet.

No texto publicado em seu perfil no facebook, Derli Pereira Junior explica como sua empresa acabou envolvida em crime de receptação.

Logo no inicio do texto o empresário confirmou que foi preso pela polícia civil. Disse que as pessoas que lhe conhecem na cidade sabem que “jamais roubaria ou receptaria algo.”

Lembrou que compras e trocas nos grupos de brique, sites de compra e confiança em terceiros especializados podem ser desastrosos e trazer consequências muito sérias.

Derli explicou que a empresa Conecsul trabalha com muitas empresas fornecedoras. E tem sido rigorosa nos critérios para escolha destes fornecedores. Citou a empresa envolvida na venda de material roubado foi escolhida porque tinha um histórico, era estabelecida no mercado, qualificada e com credibilidade no ramo.

Essa confiança levou inclusive ao empresário autorizar a empresa fornecedora instalar em suas torres de transmissão, dois equipamentos conhecidos como ODU (parte de equipamento de rádio).

Esclareceu que o preço, inclusive não era o melhor do mercado, mas como se tratava de uma empresa que passava seriedade e tinha credibilidade houve confiança para a instalação dos equipamentos.

Não havia, segundo Derli Pereira, a mínima desconfiança que os equipamentos fossem roubados.

“ Como não tínhamos nem ideia que o produto pudesse ser originado de furto, até porque nem o manuseamos, eles foram vendidos e instalados em cima de nossas torres, quando chegou a operação policial nos surpreendemos, mas de imediato, abrimos todas as portas e armários solicitados pelos policiais, na sede da empresa, onde nada foi encontrado, e prontamente nos deslocamos para a torre da Rua Londres, onde havia outra equipe policial.” Explicou o empresário.

No local os policiais constataram que as duas ODU’s alvo da investigação de furto (tinham rastreamento por GPS), estavam funcionando na torre da empresa Conecsul.

Após os equipamentos serem removidos e identificados, Derli recebeu ordem de prisão por receptação.

“O entendimento policial no momento foi de nos enquadrar como receptadores, com qualificação devido o produto ser de uma empresa com concessão nacional. Neste momento nem NF, nem recibo, nada foi solicitado ou valeria, pois o produto estava ativo na torre, e por esse motivo imediatamente, acabei sendo responsabilizado por tudo.”

 Logo após a prisão, o jurídico da empresa juntamente com o advogado Ricardo Cidade entraram com pedido de soltura que foi atendido pelo juiz. O magistrado levou em consideração o fato do empresário ser réu primário, nunca ter se envolvido em nenhum crime e ter idoneidade comprovada.

Por fim Derli desabafou sobre os momentos difíceis que passou e agradeceu o apoio dos amigos:

“Bom, estou em casa já, vou ter uma tamanha dor de cabeça pra provar que também fui vítima, mas no final tudo acabará bem, mas a partir de agora estarei mais alerta. E estendo a todos vocês que considero, meu muito obrigado às mensagens de apoio, são elas que estão ajudando a superar.”

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