Aviso no Topo do Site
Acompanhe as últimas notícias de Tapes e Região.

A alta no preço da carne, de 32% ao longo do ano, foi a principal polêmica do governo de Jair Bolsonaro nos últimos meses de 2019.

Mas não foi só a carne. Outros produtos tradicionais do dia a dia tiveram um aumento ainda superior, como é o caso do feijão e do alho. Informações foram divulgados nesta sexta-feira 10.01 pelo IBGE.

O feijão carioca subiu 56%, enquanto o alho teve alta de 33,5%.

Com a crise entre o Irã e os EUA, aberta em consequência do assassinato do líder militar iraniano, Qasem Soleimani, em Bagdá, no dia 3 de janeiro, o quadro se complica ainda mais.

Na última quarta-feira (8), o preço do petróleo voltou a disparar, após o ataque da Guarda Revolucionária do Irã a bases militares dos EUA no Iraque.

Segundo o índice da West Texas Intermediate (usado como referência por grande parte dos países do Ocidente), o valor do barril de petróleo naquela manhã saltou para 65,54 dólares, um aumento de 4,53%.

O fato levou o governo federal e a Petrobras a reverem suas políticas de preços dos combustíveis para não repassarem a alta nos custos às bombas de gasolina e diesel.

Analistas econômicos de diversas tendências políticas afirmam, no entanto, que, a depender dos rumos da crise, é quase impossível que o preço dos combustíveis não aumente no Brasil.

Como consequência direta, também é muito provável que a alta de preços de alimentos de maneira geral se acentue.

Mercados emergentes, como o brasileiro, tendem a ter fuga de investidores em momentos de crise como esta.

Isto tudo sem contar que a perigosa posição de Bolsonaro diante do conflito, se posicionando imediatamente ao lado de Donald Trump, pode trazer sanções por parte do Irã, o que traria impactos em vários setores, inclusive no agronegócio.

O Irã é o segundo maior comprador de milho e o quarto de carne brasileiros — itens que garantem rentabilidade e estabilidade aos produtores.

De acordo com estimativa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Irã, o Brasil corre o risco de perder cerca de US$ 1 bilhão em exportações para o Irã este ano, por ter apoiado publicamente os Estados Unidos.

Com o aumento das encomendas de produtos como milho, soja, carne bovina, café e outras commodities agrícolas, a balança comercial brasileira registraria um superávit recorde acima de US$ 3 bilhões em 2020.

Isso significa que, ao contrário do que disse na semana passada o presidente Jair Bolsonaro, que iria manter o comércio com o Irã, haverá perdas econômico-comerciais por motivos políticos.

Campartilhe.

Sobre o Autor

Deixe Um Comentário


Banner publicidade 728 x 90 RODAPÉ
AGORA É HORA DE SER VOCE?