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O técnico de segurança do trabalho, André Matheus Oliveira, foi vítima de racismo em seu local de trabalho. E denunciou o caso na delegacia de polícia de Tapes.

Segundo relato da vítima, ele estava trabalhando quando um colega de uma empresa terceirizada que presta serviço no local, o chamou de “preto sem vergonha” e falou outras injurias raciais.

Racismo dói.. mas não podemos nos calar,Infelizmente na hora a gente quer falar, quer rebater, quer se defender, mas as palavras machucam tanto, que a gente acaba ficando sem voz, e apenas busca um lugar que se sinta confortável.”

No dia anterior André Matheus já tinha observado as atitudes racista do colega. Soube que ele havia comentado “ que o mundo estava perdido até uma neguinha agora era miss.”

O homem havia se referido a jovem Zozibini Tunzi, da África do Sul, vencedora do Miss Universo deste ano, cuja cerimônia aconteceu no último dia 8.12.

André fez um desabafo nas redes sociais e agradeceu o apoio que recebeu.

Queria que soubessem que não tive a intenção de me vitimizar, como algumas pessoas podem pensar e que essa foi a minha forma de reação, de expor a situação, pois não podemos nos calar, na hora confesso que me calei, fiquei sem reação, só queria sair de onde eu estava. O que mais me partiu o coração não foi ser chamado de preto, eu sou negão, não tenho vergonha e me orgulho de ser negro, o que foi constrangedor foi a forma e o modo no qual foi dito “Preto sem vergonha” em tom e forma humilhante.. e muito constrangedor perante as pessoas que se faziam presente.”

A empresa onde André trabalha ao saber o que havia acontecido se posicionou avisando a empresa terceirizada que o funcionário que cometeu o crime de racismo, não deverá mais prestar serviços nas dependências da empresa.

Desde a Constituição de 1988, o combate ao racismo vem avançando no Brasil. O próprio texto constitucional deu o primeiro passo quando considerou o racismo crime inafiançável. De lá para cá, outras iniciativas e políticas foram surgindo e se consolidando, em grande parte como resultado da luta do movimento negro. Bons exemplos são o sistema de cotas nas universidades públicas e a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, instituído em 2011 e comemorado todo dia 20 de novembro.

Mas muito ainda resta a ser feito. O preconceito e a desigualdade social são enfrentados todos os dias pela população negra.

A violência não preocupa apenas pela sua expressão física ou socioeconômica. Apresenta-se também em palavras e gestos, em ofensas e em formas discriminatórias de tratamento. Casos de racismo circulam pelos veículos de notícias e pelas redes sociais com frequência, não permitindo que esse problema seja ignorado. O fenômeno relativamente recente da internet e das redes sociais provoca a sensação de que as manifestações de racismo aumentaram.

Independentemente da motivação, manifestações com teor de discriminação ou ofensa racial são criminalizadas, tanto pela Constituição Federal quanto pelo Código Penal.

O crime de racismo foi regulamentado por lei em 1989. Ele corresponde à recusa de tratamento igualitário por questões raciais — por exemplo, quando um estabelecimento nega acesso a um cliente negro ou um empregador rejeita um candidato em um processo seletivo em decorrência da cor da pele.

Já a injúria racial é a ofensa verbal à honra de outra pessoa com elementos relativos à cor ou à raça. Ela foi instituída por uma alteração no Código Penal, realizada em 1997. Uma das modalidades de racismo se confunde com a injúria — quando um indivíduo pratica, incita ou induz à discriminação e ao preconceito, de forma verbal, contra todo o coletivo de pessoas de um determinado grupo étnico.

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