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* Por Inacio Panzani

Depois de assistir o vídeo da reunião ministerial dirigida por Bolsonaro, o que mais me assombrou e roubou boa parte da minha esperança de ver um Brasil menos desigual e mais harmônico, ainda antes de morrer, não foi o baixo nível de várias das pessoas que estiveram ali, todas eminentes figuras da República; muito menos a linguagem desqualificada de quem comanda o nosso país.

O que me roubou esperança foi o ódio emanado, o desprezo pelo povo doente, pelos mortos, pelos que pensam diferente. O que me torna absolutamente triste é o teatro que se encenou e se encena após aquele encontro.

Nada mais precisa ser provado. Provar o quê?

O ministro do meio ambiente escancarou sua delinquência. O seu Paulo Guedes deixou claro aonde vamos parar com sua mirabolante política econômica, de absoluto desprezo pelos trabalhadores, pequenos e microempresários.

A ministra cujo nome já nem me lembro, tamanha a sua mediocridade, pregou prisão de governadores e prefeitos, logo ela que não tem envergadura para dirigir nem conselho tutelar.

O homem da educação vomitou seu ódio, chamou de vagabundos os ministros do Supremo.

E o que vejo no dia seguinte?

Discursos de “panos quentes”, um bando de acadelados que não sabe como lidar com a ameaça militar. Todo mundo viu que o Bolsonaro mentiu, os fatos comprovam que ele não só queria interferir na Polícia Federal para proteger filhos e amigos, como interferiu.

Nem na delegacia de polícia de Xique-Xique, no interior do sertão baiano, o delegado engoliria a tese de que ele se referiu à sua segurança pessoal e familiar quando ameaçou mudar diretores e ministros.

Em suma, observamos uma farsa de governo em meio a uma pandemia. Tenho certeza de que nenhum de nós tinha visto nada parecido em toda sua vida. E por tudo isso, nem dormir direito consigo mais.

Inacio Panzani. Tapense, jornalista e psicólogo.

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