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O Dia da Polícia é o dia de quem acorda às quatro da manhã para participar de operações policiais. O dia daqueles (as) que atendem a população nos momentos mais difíceis. Daqueles (as) que colocam suas vidas em risco para garantir a segurança da sociedade.

Mas, principalmente, daqueles (as) que, mesmo com salários atrasados e as piores condições de trabalho, se dedicam a garantir uma sociedade com justiça e segurança.

Tiradentes, por ter sido um subversivo em tempos de autoritarismo e hoje ser lembrado como um herói e ter seu dia associado a homenagem aos policiais, assim como ele foi, é um avanço.

Hoje temos no Brasil uma categoria policial extremamente maltratada pelos governantes, com grande déficit de pessoal, condições de trabalho, muitas vezes, aviltantes, sem uma política de promoções e exposta constantemente ao risco de morte.

Por isso, nesse dia 21 de abril, o Dia da Polícia, temos que ressaltar a importância dessa instituição e dos profissionais que garantem a sua existência. 

Nesse momento, esse reconhecimento se dará, principalmente, com uma política de valorização que reconheça das especificidades do trabalho policial.

Garantindo que tenham condições de trabalho digno, com mais investimentos em tecnologia e inteligência e não em ideologias autoritárias e que utilizam das forças policiais para reprimir outros trabalhadores.

A polícia é a maior guardiã dos direitos humanos, como pode um policial achar que os direitos humanos são coisa de gente que defende bandido?

A polícia é o primeiro recurso de uma pessoa LGBTI contra as violências que esta sofre. Como pode haver um policial preconceituoso? Como ele irá planejar um policiamento para coibir o racismo se ele acha que o racismo não existe?

O policial é, antes de tudo um cidadão, e na cidadania deve nutrir sua razão de ser.

Sua condição de cidadania é, portanto, condição primeira, tornando-se bizarra qualquer reflexão fundada sobre suposta dualidade ou antagonismo entre uma “sociedade civil” e outra “sociedade policial”.

Essa afirmação é plenamente válida mesmo quando se trata da Polícia Militar, que é um serviço público realizado na perspectiva de uma sociedade única, da qual todos os segmentos estatais são derivados.

Portanto não há, igualmente, uma “sociedade civil” e outra “sociedade militar”. A “lógica” da Guerra Fria,  aliada aos “anos de chumbo”, no Brasil, é que se encarregou de solidificar esses equívocos, tentando transformar a polícia, de um serviço à cidadania, em ferramenta para enfrentamento do “inimigo interno”.

Mesmo após o encerramento desses anos de paranoia, sequelas ideológicas persistem indevidamente, obstaculizando, em algumas áreas, a elucidação da real função policial.

Para tanto, precisa resgatar a consciência da importância de seu papel social e, por conseguinte, a auto-estima.

Esse caminho passa pela superação das sequelas deixadas pelo período ditatorial: velhos ranços psicopáticos, contaminação anacrônica pela ideologia autoritária, crença de que a competência se alcança pela truculência e não pela técnica, maus-tratos internos a policiais de escalões inferiores, corporativismo no acobertamento de práticas incompatíveis com a nobreza da missão policial.

Dessa forma, o velho paradigma antagonista da Segurança Pública e dos Direitos Humanos precisa ser substituído por um novo, que exige desacomodação de ambos os campos: “Segurança Pública com Direitos Humanos”.

O policial, pela natural autoridade moral que porta, tem o potencial de ser o mais marcante promotor dos Direitos Humanos, revertendo o quadro de descrédito social e qualificando-se como um personagem central da democracia.

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