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Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , a média de desocupação no segundo trimestre de 2020 alcançou a média de 13,3%.

A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 13,3% no trimestre encerrado em junho, atingindo 12,8 milhões de pessoas, com um fechamento de 8,9 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses em meio aos impactos da pandemia de coronavírus.

O desemprego cresce no país, com mulheres, negros e jovens sendo a parcela da população mais afetada, ao mesmo tempo que vemos inúmeros ataques impostos aos trabalhadores para que sejam mantidos os lucros dos ricos, como foi o caso da MP da morte de Bolsonaro, que permite a redução de salários e suspensão de contratos trabalhistas.

O novo valor proposto, R$ 300,00, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) , não chega a ser suficiente nem para arcar com a compra de uma cesta básica. A pesquisa traz dados sobre o custo e variação da cesta básica em dezessete capitais do país no mês de julho de 2020.

Em capitais como Curitiba, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro, o valor da cesta básica chega a ultrapassar R$500,00. Em Vitória, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Belém, Recife, Natal, João Pessoa e Salvador, os valores da cesta varia entre R$415,22 e R$484,80.

Isso, diante de um cenário de crise econômica, política, sanitária e social, com mais de 100 mil mortes no Brasil pela COVID-19, com falta de leitos, respiradores e mesmo EPIs para os profissionais da saúde em diversos hospitais, e diante disso a proposta do governo é reduzir o auxílio emergencial e precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores.

O antigo valor de R$600,00, valendo destacar que a proposta inicial por parte de Guedes e Bolsonaro era de que fosse apenas de R$200,00, se mostrou ainda insuficiente para o custo de vida no país.

De acordo com o DIEESE, em pesquisa realizada em dezembro do ano passado, o salário mínimo deveria ser de R$ 4.342,57 para sustento de uma família de 4 pessoas.

Diante desses dados de desemprego, crise, e valor dos alimentos, fica explícito o quanto são os trabalhadores que estão pagando por essa crise criada pelos grandes capitalistas, vivendo cada vez mais em piores condições de vida, e que a depender de governos como o de Bolsonaro e Guedes, isso só vai se aprofundar.

Cabe lembrar que a pandemia do Coronavírus apenas agravou uma crise na economia que já era grande devido a política econômica do governo Bolsonaro que prioriza as grandes empresas e o sistema financeiro representado pelos bancos.  

 

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