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O verão é uma das estações mais desejada pelas pessoas, principalmente para aproveitarem aproveitarem o calor. Nessa época costuma-se realizar atividades como ir à praia, passear, viajar.

Porém, não é uma estação tão agradável para nossos queridos animais de estimação. Não apenas pelas altas temperaturas, mas também por causa dos temidos carrapatos.

É durante o calor do verão que as estatísticas das infestações de carrapatos aumentam drasticamente.

No inverno, essas pragas urbanas levam até 140 dias para chegar à fase adulta. Já no calor, esse período cai para 10 dias.

O problema maior acaba sendo o ambiente no qual o animal está inserido, onde a presença dos carrapatos pode chegar a ocupar uma boa parte do espaço e também pelo contato com outros animais contaminados.

A partir desse aumento na procriação dos carrapatos, os animais tornam-se mais suscetíveis a contraírem doenças. Uma das mais perigosas para o ser humano é a Febre Maculosa.

De acordo com o Ministério da Saúde, “a febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável”. Da mesma forma que pode se manifestar com sintomas leves, pode também ser letal. Ou seja, existem duas formas da doença se apresentar, portanto, são diferentes agentes causadores da mesma.

Ela é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que se manifesta pela forma mais grave, ou pela Rickettsia, responsável pela mais leve. É transmitida somente pela picada de um carrapato e quanto mais tempo ele passa grudado, maior o risco de contágio.

Entre os vetores mais comuns estão o carrapato-estrela, do gênero Amblyomma, o Aureolatum e o Ovale.

No entanto, qualquer espécie é um vetor em potencial, por exemplo, o carrapato encontrado em cachorros. Da mesma forma, os que são comuns a equinos e bovinos também transmitem a doença.

No ano de 2017, foram 58 mortes em todo o país, tendo 165 casos notificados em 2018. Por outro lado, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que desde 1997 já foram 1.200 casos detectados e 370 mortes.

O primeiro caso de Febre Maculosa no RS ocorreu no ano de 2005. Desde então outros casos foram confirmados.

A doença tem esse nome diferente por ser conhecida pela sua febre repentina e pelo surgimento de manchas avermelhadas na pele. Essas manchas são também chamadas de máculas.

Para que o ser humano seja contaminado pela bactéria causadora da doença, é necessário que ele seja picado por um carrapato hospedeiro da mesma. Além disso, ele tem que ficar preso à pele por algum tempo, a fim de haver a transmissão.

O ciclo de vida de um carrapato é de 18 a 36 meses, sendo que, uma vez infectado, ele carregará a bactéria por todo o período em que estiver vivo. Ao picar a pessoa e se alimentar do seu sangue, ele acaba transmitindo a bactéria através da sua saliva.

Por isso, quanto mais tempo o carrapato ficar na pele, maior é a chance de contágio.

É uma picada indolor e que não coça no mesmo momento, vindo a dar os primeiros sinais horas depois que o carrapato está alojado no local.

Passando pela pele, a bactéria pode se direcionar para “pulmões, coração, fígado, baço, pâncreas e tubo digestivo, e por isso é importante saber identificar e tratar essa doença o quanto antes para evitar maiores complicações e até mesmo a morte”, explica o Ministério da Saúde.

Tratamento

O tratamento é simples, se começar ao aparecerem os primeiros sintomas, que podem levar entre 2 a 14 dias depois da picada do carrapato.

Além disso, quanto mais cedo começar o tratamento, menor será a quantidade de sintomas apresentados. Por exemplo, é muito difícil que um paciente diagnosticado precocemente apresente gangrena.

O correto é ir ao posto de saúde para fazer o exame de sangue, para confirmar a presença da bactéria e também para que o médico receite o antibiótico adequado.

Ele deverá ser recomendado por 7 dias, podendo ter o acréscimo de mais 3 ou 7 dias, a depender do médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, se demorar muito para buscar ajuda médica, a doença pode complicar bastante a saúde da pessoa contaminada. Isso porque “pode afetar o sistema nervoso central e causar encefalite, confusão mental, delírios, convulsões e coma”.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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