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A expectativa é que a prioridade das autoridades seja a preservação da vida e da saúde das pessoas. Porém o governador Eduardo Leite ao propor o retorno às aulas no final do mês, frustra este desejo popular.

No RS o governo do estado enviou na terça-feira aos prefeitos a proposta de retorno as aulas no final do mês de agosto.

No mesmo dia que o RS teve a confirmação de 84.034 casos de Covid-19 e 2.451 óbitos. Cabe lembrar que no Brasil há 20 dias temos uma média de mais de mil vidas perdidas. Neste cenário que garantia teremos de que essa média não persista?

O sensato, segundo especialistas na área da saúde, é que os pais não mandem seus filhos à escola enquanto não houver segurança de riscos mínimos. O preço de um erro nesta decisão poderá ter consequências irreparáveis.

Não se trata de confinar os filhos, mas cuidar de sua saúde e da família. Também é sensato que as instituições científicas, culturais e sindicatos utilizem de todos os recursos jurídicos para não expor os professores, as equipes pedagógicas e o pessoal de apoio ao risco de contágio.

A presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), Helenir Schurer, afirmou que existe um conjunto de pessoas que compõem a comunidade escolar, desde os transportes, os funcionários das escolas, os alunos, os pais e cuidadores desses alunos, todos fazem parte da comunidade escolar e todos estão sob risco.

Segundo especialistas de saúde, uma sala de aula com 20 crianças implica em 808 contatos cruzados.

Helenir lembra que o retorno às aulas foi rejeitado pela população gaúcha em recente pesquisa realizada pelo governo do estado durante o mês de julho. Quase 90% das pessoas consultadas rejeitam o retorno às aulas sem a vacina. E no auge da pandemia no RS.

Ao anunciar a proposta de retorno às aulas presenciais, o governador Eduardo Leite, afirmou que aconteceria nos municípios onde as bandeiras estão amarelas e laranjas.

Mas é possível confiar nessas bandeiras?

E se na primeira semana o município esteja na bandeira laranja. Abre as escolas. Na outra semana é avaliado como bandeira vermelha. Como fica? As aulas serão suspensas novamente?

Voltar as aulas onde as bandeiras estão laranja e amarelas não garante segurança sanitária. Até mesmo porque não se pode confiar nessa política de bandeiras sem testes massivos.

Sempre é bom recordar também, a pressão dos empresários da área da educação para a reabertura das escolas. Eduardo Leite é um representante desses empresários e de seus lucros, quer as escolas abertas a serviço desses interesses.

E os professores, os demais profissionais da escola e as famílias?

Além de propiciar o contato direto, abrir escolas é aumentar deslocamento, levar mais pessoas para dentro do transporte público, isso tudo precisa ser considerado.

Na intenção do governador percebemos a prevalência do discurso economicista, feito não só por esse ‘varejo’ dos mantenedores de escolas privadas, mas também por fundações e institutos empresariais, que insistem que o dano econômico ao país por conta do fechamento das escolas é justificativa suficiente para abertura massiva das unidades escolares.

É como aquele ‘O Brasil não pode parar’ do governo Bolsonaro.

O que nos deixa esperançosos é a reação dos pais e mães dos estudantes que reagiram de forma massiva nas redes sociais mostrando sua indignação contra a proposta de retorno às aulas presenciais no RS.

Circulam abaixo assinados na internet com milhares de assinaturas de pais, professores e alunos de todo o estado contra o retorno das aulas, um dos quais já soma quase 100 mil assinaturas.

A esperança é que a pressão popular e de maneira radical a desobediência civil dos pais e mães que temem pela vida de seus filhos (as), e dos educadores (as) e funcionárias de escolas seja mais forte que a pressão dos setores empresariais.

Porque vidas importam e estão acima dos lucros de meia dúzia de capitalistas liberais que exercem pressão nos governos fracos e comprometidos com a ganância e não com a vida e saúde das pessoas.

João Amaral – Editor

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