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A família do jovem Nicolas Wellington dos Santos Viegas, de 20 anos, segue internado no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, contesta versão da Brigada Militar sobre o acidente.

Na tarde de quarta-feira 22.01, um acidente envolvendo uma viatura da Brigada Militar causou uma morte e deixou outra pessoa gravemente ferida no bairro Santa Marta em Camaquã.

Os dois veículos acabaram batendo na Rua Jango Castro. O acidente resultou na morte de Maiquel Adriano Ebel Affeldt, de 20 anos de idade. E deixou Nicolas em estado grave.

O jovem Nicolas Wellington dos Santos Viegas, de 20 anos, segue internado no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, e aguarda por vaga em hospital especializado em Porto Alegre.

Rosângela dos Santos, mãe de Nicolas, concedeu entrevista à Rádio Acústica FM, na manhã desta sexta-feira 24.01.

Emocionada, ela luta por uma vaga para o filho, que precisa passar por um procedimento cirúrgico na coluna. A mãe do jovem afirma que o filho está em estado grave, porém lúcido.

Ele teria dado detalhes sobre o que teria ocorrido durante a perseguição.

Nicolas estava na carona de uma moto Honda Titan 150, de cor verde, que era tripulada por Maikel, que acabou morrendo no acidente. Os dois fugiram de uma abordagem policial, que aconteceu no bairro Bom Sucesso.

Em relato à emissora, a mãe afirma que os jovens teriam sido abordados por policiais da Força Tática na Avenida Sete de Setembro, quando passavam em frente ao Presídio Estadual de Camaquã. Eles estariam fortemente armados e que ordenaram que os dois parassem.

O condutor teria se assustado e fugido da abordagem, já que a motocicleta estaria com documentação atrasada.

Ainda conforme a mãe, o jovem afirma que momentos antes da colisão, eles foram agredidos com golpes de cassetete. Conforme o relato, o jovem afirmou à mãe de que ouvia dos policiais os gritos de “passa por cima que não dá nada”.

Contradizendo a versão da polícia, o jovem teria alegado que a viatura atingiu propositalmente a motocicleta.

Ainda conforme o relato da mãe do jovem, o condutor da moto teria morrido no local e que foi removido para o hospital já sem vida.

O que diz a Brigada Militar sobre o caso

O Comando do 30° Batalhão de Polícia Militar, emitiu uma nota, na tarde quinta-feira 23.01, sobre a ocorrência lamentando a morte da vítima.

No texto, a Brigada Militar declarou que o objetivo do trabalho policial é preservar vidas e não perdê-las. No entanto, a nota afirma que a busca pessoal a ser procedida pela polícia militar é legítima e está prevista no art. 240, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal.

A Brigada Militar ainda confirmou que um Inquérito Policial Militar foi instaurado para melhor apurar os fatos, “a fim de que não sejam feitas conclusões precipitadas”. A nota ainda diz que, através do inquérito, a polícia deseja observar todos os direitos e garantias constitucionais aos envolvidos.

O comando do 30º Batalhão de Polícia Militar emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira (23) sobre o caso. No documento, a corporação alega que os jovens não obedeceram a uma ordem de parada e que foram acompanhados pela polícia, sem detalhar como ocorreu a colisão.

Confira a nota na íntegra:

O Comando do 30° BPM vem a público se manifestar sobre os fatos havidos na tarde do dia 22 de janeiro do corrente ano, quando, em Camaquã, durante um acompanhamento policial a uma motocicleta, uma pessoa morreu e outra ficou ferida.

A Brigada Militar lamenta profundamente a perda de uma vida, independentemente do motivo, pois o trabalho policial visa preservar vidas e não perdê-las. Dessa forma, este Comandante compartilha do sentimento de consternação da família enlutada.

A Brigada Militar fortemente orienta a que todas as pessoas obedeçam as ordens emanadas por seus policiais, os quais são representantes do Estado. A partir do momento em que um policial militar verbalizar uma ordem de parada a qualquer pessoa, a fim de proceder a uma busca pessoal ou veicular, deve esta obedecer sob pena de praticar o crime de desobediência, previsto no art. 330, CP, bem como, no caso de estar conduzindo um veículo automotor, sofrer a sanção administrativa de multa estabelecida no art. 195, CTB. A busca pessoal a ser procedida pela polícia militar é legítima e está prevista no art. 240, parágrafo 2º, CPP.

Especificamente em relação à ação policial, um Inquérito Policial Militar foi instaurado para melhorar apurar os fatos, a fim de que não sejam feitas conclusões precipitadas e sejam observadas todos os direitos e garantias constitucionais a todos os envolvidos.

Com informações e foto –  Rádio Acústica FM

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