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A suspeita de políticos bancando essas páginas fakes que surgem justamente nos períodos pré eleitorais, acaba por comprometer a democracia em Tapes e induzir os leitores tornando-os massa de manobra.

Estas páginas geralmente são editadas sem critérios profissionais, sem técnicas de jornalismo e estão longe de ser referências de informação. São fofocas. Não apuram as notícias e servem para falar mal de pessoas, desafetos de seus financiadores ou do dono da página.

Ás vezes estas páginas acabam no noticiário policial. Pois calúnia, difamação e injuria são crimes. O que difere um jornalista de um dono de página fake é justamente o manual de ética do jornalista e seu entendimento da lei , prevista na antiga lei de imprensa.

Cabe lembrar que a constituição garante a livre expressão. Portanto todos e todas são livres para manifestar suas opiniões e devem ser responsabilizado pelo que divulgam. Esse é um direito que vem com um dever junto. De respeitar a vida privada das pessoas e de publicar fatos de forma técnica, apuração e verificação da veracidade dos fatos.

Mas ver políticos que querem governar a cidade pedindo para financiar uma página fake mostra o que parte da classe política de Tapes se sujeita e contribui com a mentira , a fofoca e a informação desqualificada. E gera desconfiança na autenticidade do que é publicado.

Geralmente estas páginas que surgem em Tapes nos períodos eleitorais servem para atacar quem governa. Mas existe casos de fakes que servem para defender e enaltecer quem esta no poder.

Uma página fake que tem como slogan “muda Tapes” já dá indícios de quem a financia. Quem quer mudança? Quais políticos querem mudança no governo? Esses provavelmente serão os investidores. É a lógica. 

Páginas fakes para falar de políticos ou de pessoas de uma cidade deseduca o leitor. Contribui para que ele permaneça no Hades,  lugar mais sombrio da ignorância.

Que o faz acreditar que é mais importante saber do fuxico do que dos fatos concretos que acabam influenciando sua vida. Mas ás vezes para este tipo de leitor é mais importante saber da vida dos outros né. Do que dos verdadeiros fatos de sua cidade. Importantes para sua vida.

A divulgação por uma página de Fofocas de Tapes, de um pré candidato solicitando informações para patrocinar a página, demonstra que mesmo aqueles que dizem ser o “novo” na política acabam se mostrando em sua prática que são tão velhos quanto aqueles que critica.

Já para a página fake divulgar o pedido do politico para ser patrocinador pode servir como cortina de fumaça para esconder seus verdadeiros financiadores. Outros políticos. Assim funciona as coisas.

A pergunta é : qual o interesse de um político em patrocinar uma página fake?

A resposta pode ser: para falar bem dele escondendo seus defeitos e limites. Ou para poder influenciar junto ao administrador “oculto” da página, assuntos para denegrir a imagem de algum opositor.

E para o dono da página a fofoca pode virar um negócio. O nome disso no popular é picaretagem.

No mundo digital onde tudo está na rede, a informação e opinião certificadas e com responsabilidade, são o que distingue o jornalismo da fofoca online.

Somente veículos livres, com responsáveis técnicos e independentes garantirão ao nosso país uma democracia rigorosa. Nunca o jornalismo profissional foi tão relevante e indispensável.

A resposta que eu não tenho é se o jornalismo político muitas vezes não passa de fofoca por culpa do jornalismo que transformou a política em espetáculo ou da política em si que se tornou um circo. Na dúvida eu culpo os dois.

E foi que aconteceu: um politico tapense querendo comprar espaço em uma página de fofoca mostra que o circo chegou em Tapes. E pior tem mais gente neste picadeiro. E todos são culpados. Inclusive o cidadão oculto que se esconde por trás de uma página para fazer criticas. Ás vezes este sujeito não é tão oculto assim.

Na Inglaterra, como lembra o jornalista John Pilger, os tabloides começaram a morrer como alguma coisa editorialmente significativa quando se renderam ao jornalismo de fofocas.  Daí a invadirem criminosamente e mails as redes sociais de pessoas e celebridades em busca de furos foi apenas um passo.

O “jornalismo” que trabalha com a fofoca é moralista. Ele acha que se o cara está traindo a mulher dele, ele tem que ser denunciado, de certa maneira. Por que isso tem que ser publicado?

A internet é uma mídia democrática e os blogs e páginas de facebook são canais de comunicação interessantes para disseminar informações e opiniões.

Mas precisam ter mais responsabilidade ao lidar com tais informações. Sem rigor jornalístico, podem se transformar em instrumentos da disputa política, minando a credibilidade destas páginas e de seus administradores.

Em uma disputa política acirrada como a que se avizinha em Tapes em 2020 é preciso redobrar a vigilância. Esperamos que a justiça eleitoral fique atenta com relação a estas páginas fakes.

De nossa parte seguimos fazendo jornalismo. 

João Amaral – Jornalista

registro profissional 010369

DRT- 011360/02-62

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