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O professor Antônio Ruas, coletou material da sanga e fez análise inicial e comprovou alta incidência de cianobactérias do gênero Microcystis na água.

Na tarde de segunda-feira 20.01 um grupo de estudantes estavam realizando trabalho de pesquisa na Vila dos Pescadores em Tapes.

Perceberam que as águas da sanga das Charqueadas além de exalarem um mau cheiro forte mostravam uma aparência assustadora.

Foi detectado também que as microalgas já estavam indo em direção a ponte da  Avenida Getúlio Vargas, no Balneário Rebello. A sanga está baixa e a lagoa leva água para sanga causando perigo para as comunidades ribeirinhas das Vilas Nova e Borges.

O grupo alertou o setor de laboratório da Universidade que esteve no local e coletou amostras para pesquisa.

O professor Antônio Ruas também coletou amostras e realizou uma análise onde comprovou a existência da bactéria Microcystis e também de um Bacilo conhecido como Bacilinho que produz gases.

Coletei amostra da sanga e observei com os meus equipamentos microscópicos particulares. Confirmo que todas as manchas são cianobacterias do gênero Microcystis. Há também muito bacilinho produtor de gás, típico de esgoto ou anaerobiose, que explica o fedor”.

O gênero Microcystis é um dos que mais causam problemas em águas continentais de todo mundo devido a sua alta capacidade de formar florações e produzir toxinas.

Microcystis Aeruginosa é a espécie mais conhecida e estudada do gênero, pois é uma impactante cianobactéria formadora de florações em ambientes aquáticos. As florações são formadas por um conjunto de linhagens, algumas capazes de produzir intoxicações hepáticas chamado microcistina, outras não.

Os sintomas exibidos por pessoas expostas ao contato com a água contento cianobactérias incluem irritações de pele e da mucosa ocular, sintomas tipo febre do feno, vertigem, fadiga e gastroenterite aguda. Geralmente não é possível determinar qual dos grupos de cianobactérias, se as hepatotoxinas ou as neurotoxinas, como responsável pelos sintomas observados.

As principais vias de exposição a cianotoxinas são o uso recreativo através de banho em rios, lagos, lagoas e sangas (via oral e dérmica) e o consumo de água potável e de alimentos de algas (via oral). Uma via de exposição menos comum é através do uso de chuveiros (via inalatória) e excepcionalmente através da hemodiálise (via endovenosa).

Como causa desta alta concentração de cianobactérias na água os especialistas apontam o despejo de esgoto doméstico na sanga e também a presença de metais pesados oriundos de agrotóxicos da lavoura.

Antônio Ruas, professor universitário, pesquisador e sanitarista afirma que :

As florações ocorrem devido ao aumento da concentração de nutrientes na água, principalmente fósforo e nitrogênio, originados de descargas de esgotos, principalmente o cloacal, de industrias e de atividades agrícolas, temperatura entre 15 e 30° C, pH entre 6-9 e longo tempo de retenção são as principais causas da eutrofização do ambiente aquático”.

A expectativa é que a prefeitura através da secretaria de Meio Ambiente realize ações para combater as causas da poluição que estão relacionadas a morosidade da Corsan em realizar as obras do projeto de saneamento previsto em contrato de renovação da concessão.

Outra ação esperada é que o assunto seja pauta no Conselho de Proteção ao Meio Ambiente em sua primeira reunião após o recesso de verão.

Fotos : Silvia Maria Hoff Ambos

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