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Sabe o tradicional churrasco de final de ano com aquela carne suculenta, uma delicia e de dar água na boca? Pois é, ela esta literalmente mais salgada.

É que o preço da carne bovina esta mais caro.Nos açougues do RS e de Tapes, o aumento médio chega os 40% no preço das carnes em geral.

Mauro Dietrich, presidente da Associação Comercial de Tapes, prevê uma redução no consumo mas vê pontos positivos se houver uma readequação do mercado. 

Segundo o empresário que é proprietário de supermercado, o impacto do aumento de preço da carne bovina já vem sendo sentido pelos comerciantes.

– Primeiro o consumidor reclama da gente. Depois percebe que o aumento foi geral. Em todos os estabelecimentos. A nível nacional. Eu estou estocando costela para poder oferecer o produto aos clientes quando aumenta a procura durante as festas de natal e final do ano. Não se descarta que no final do ano e natal falte carne em muitos lugares.

Dietrich afirma que a situação nos outros estabelecimentos de Tapes é a mesma. E acredita que haverá uma migração do consumidor para carne suína e de aves.

E já é perceptível o aumento no consumo de frango e ovos. Em todos os supermercados da cidade. No entanto esta migração pode trazer um aumento também no preço destes produtos.

– Assim como com a carne bovina o mercado de frango e de suínos estava estagnado. Sem aumento nos últimos anos. Com maior procura e menor oferta os preços podem subir também. A previsão é que até o final do ano o lombo de porco, tradicional na ceia de natal, dobre seu preço. Prevê o empresário.

A alta do dólar é um ingrediente a mais. Mauro Dietrich lembra que a lógica do produtor é vender para quem pague mais. Neste sentido vai optar por exportar a carne para os países estrangeiros.

Havia uma retenção do consumo por vários motivos entre eles a crise econômica e o crescimento do desemprego que reduziram o poder de consumo de boa parte da população. Soma-se o fato que o preço da carne bovina há três anos não teve aumento significativo. Quando surgiu a possibilidade de exportar com o dólar alto o produtor não teve dúvidas. E isso causou problemas no mercado interno do Brasil.

O presidente da Associação Comercial de Tapes no entanto vê pontos positivos se a longo prazo, se houver um aquecimento da economia e um ajuste no mercado. Desta forma novos empregos serão gerados no setor dos frigoríficos e até mesmo na pecuária. E gerar um novo ciclo de crescimento.

Mas isso é apenas uma aposta. Que depende ainda se a exportação desta carne realmente for por um período significativo e não apenas temporária. E houver medidas do governo no sentido de aumentar a oferta de empregos.

A Crise da Carne

Desde outubro, o brasileiro viu os valores da carne bovina dispararem. Frango, porco e até os ovos também devem aumentar seus preços.

A China aumentou muito a compra de carnes brasileiras, principalmente a bovina, por causa de uma doença que matou milhões de porcos na Ásia.

Entre setembro e outubro as exportações para China (+110%), Rússia (+694%) e Emirados Árabes (+175%) cresceram muito na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a associação que representa os frigoríficos (Abrafrigo).

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina e o principal exportador mundial. Em segundo, vem a Austrália, que enfrenta uma grave seca e, consequentemente, teve sua produção de gado afetada. Depois vêm os Estados Unidos, que travam uma guerra comercial com a China, principal consumidora de proteínas animais do planeta.

Com a carne mais cara, a procura por frango, porco e ovos subiu, e o preço dessas proteínas também.

Reflexos na inflação

Na avaliação de economistas, a alta não só da carne bovina como de outras mercadorias agrícolas – como feijão (de 38,1%, no atacado, até a metade de novembro), café (5,6%) e frango (3,2%) – deve colaborar para uma aceleração da inflação nos próximos meses.

As altas dos preços dos alimentos, somadas aos dos combustíveis e energia elétrica, devem fazer com que 2020 comece com uma inflação de 4% a 4,2%.

O Ministério da Agricultura afirmou que está acompanhando de perto a situação e acredita que o mercado “vai encontrar o equilíbrio”. Segundo a ministra Tereza Cristina não é papel do Ministério intervir nas relações de mercado. Os preços são regidos pela oferta e procura.

O presidente Jair Bolsonaro na mesma linha. Durante sua live semanal nesta quinta-feira 28.11, Bolsonaro reconheceu o aumento do preço da carne, principalmente neste final de ano, mas disse que não vai congelar ou tabelar os valores.

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