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O sumiço de uma espada do Museu Municipal ocorrida durante a interdição da Casa de Cultura levou a Prefeitura de Tapes solicitar abertura de uma sindicância para esclarecimento dos fatos e identificar responsáveis.

A espada foi doada para o Museu da Casa de Cultura em 1990 por José Lafaete Barbosa e teria sido usada por Domingos Azambuza durante a Guerra do Paraguai.

Em outubro do ano passado, a prefeitura interditou o prédio da Casa de Cultura após laudo do setor de engenharia e dos Bombeiros Militares, constatando problemas no telhado e também no assoalho do andar superior onde se localiza o Museu Municipal.

No final do mês de outubro a diretora da Casa de Cultura Neila Santos e a assessora Monara Bueno foram demitidas. Devido a interdição o museu seria transferido e a casa ficaria sem funcionar por alguns meses para ser reformada. E não teria necessidade de manter estes cargos.

Já o professor de música, Claiton Scouto e a bibliotecária Júlia Langbecker, foram remanejados pela secretaria de educação e cultura para outros órgãos e projetos ligados à pasta.

Em seguida, no dia 31 de outubro, foi realizado um levantamento fotográfico de todo o museu.

Ao visitar a Casa de Cultura no dia 18 novembro a ex-diretora, Neila Santos, percebeu que a espada não estava no seu lugar.

A secretária municipal de educação, Débora Toledo, avisou o prefeito e foi tomada a decisão de fazer um relatório de todo o material existente no museu pelo setor de patrimônio da prefeitura.

O levantamento realizado identificou o sumiço da espada. Todos os outros artefatos foram localizados. Estão armazenados aguardando para serem expostos no auditório da secretaria de educação.

Também foi inspecionado o registro fotográfico realizado antes do material ser transferido da Casa de Cultura e a prateleira onde ficava a espada já estava vazia no dia 31 de outubro.

Diante dos fatos a secretaria de educação decidiu, juntamente com gabinete do prefeito, registrar o caso na polícia civil (B.O. 095/2020)  e realizar uma sindicância (Processo 0163/2020) para apurar responsabilidades. As duas investigações seguem paralelas.

Já se sabe que não houve arrombamento da Casa de Cultura. O que leva a suspeita que a espada tenha sido retirada por quem tinha a chave do local ou durante o expediente por quem utiliza o local com frequência.

Um fato curioso foi que a prefeitura não encontrou as chaves das prateleiras e mostruários do museu. Elas também sumiram. Embora o material exposto permanecesse no local.

A ex-diretora afirma que quando saíram da Casa de Cultura a espada estava no lugar e nega que tenha sido demitida devido ao sumiço do artefato.

Eu e a Monara (Bueno) já havíamos sido demitidas quando a espada sumiu! Estou vendo que as pessoas estão falando coisas que não são verdades. Eu já não estava mais lá. Nem a Monara. Então, a história que uma funcionária foi demitida por ter pressionado o prefeito por causa do sumiço do objeto, é falsa! Apenas a Júlia (bibliotecária) e o estagiário estavam na Casa. Quando saímos a espada estava lá! Sumiu vários dias depois! Ninguém pressionou o prefeito. Esta é a verdade. O problema é que as pessoas falam o que não sabem! Deduzem e jogam na internet! E acusam sem provas! “ disse Neila Santos.

Segundo secretária, Débora Toledo, os diretores da Casa de Cultura, devem saber que são responsáveis pelo patrimônio público existente no local. A secretária de educação e cultura acrescenta que todos os servidores que atuavam na época, principalmente os que tinham acesso as chaves da casa, serão ouvidos tanto pela sindicância interna como pela polícia civil.

 

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