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A resposta do presidente no domingo 23.08, “vontade de encher tua boca com uma porrada, tá? Seu safado”, desencadeou críticas e notas de repúdio de políticos e entidades jornalísticas, mas também fez a pergunta viralizar nas redes sociais.

As frases foram proferidas pelo presidente em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. Ele chegou no local às 14h25. Ficou cerca de 5 minutos.

Depois de descer do carro, Bolsonaro dirigiu-se à banca de um comerciante. No caminho, o repórter perguntou: “Presidente, por que a sua esposa recebeu R$ 89.000 do Fabricio Queiroz?”

Bolsonaro disse que não iria responder à imprensa. O jornalista insistiu: Por que foi acima dos R$ 40.000 que o senhor tinha dito?”

Outro profissional, da TV Globo, emendou outra pergunta: “E os depósitos seguidos na conta da empresa do Flávio, presidente? O senhor tinha conhecimento?”

O presidente da República respondeu ao repórter do jornal: “Vontade de encher sua boca de porrada, seu safado”.

Na sequência, conversou com alguns poucos apoiadores em torno de uma banca de souvenirs. Voltando ao seu carro, foi novamente questionado sobre o caso dos depósitos.

“Presidente, fala dos cheques para sua esposa, presidente. Por que foi acima do que o senhor tinha dito que era? Por que ela recebeu R$ 89.000?”, perguntou o repórter do jornal O Globo.

Em nota, o jornal O Globo afirmou que “tal intimidação mostra que Jair Bolsonaro desconsidera o dever de qualquer servidor público, não importa o cargo, de prestar contas à população”.

Também em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) disse que “o discurso hostil e intimidatório de Bolsonaro contra a imprensa vem incentivando sua militância a assediar jornalistas nas redes sociais nos últimos meses, inclusive com ameaças de morte e agressões aos profissionais e a seus familiares”.

No Twitter, a mesma pergunta foi repetida mais de 1 milhão de vezes em menos de 24 horas e chegou a ser o assunto mais discutido da plataforma no Brasil.

 Queiroz depositou R$ 72 mil na conta da esposa do presidente Michelle Bolsonaro. A mulher dele, Márcia, teria repassado outros R$ 17.000.

No fim de 2018, quando apareceram os primeiros indícios de depósitos de Queiroz a Michelle Bolsonaro, o então presidente eleito disse que os valores eram para quitar uma dívida de R$ 40 mil.

Queiroz é amigo da família e foi chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Flávio hoje é senador.

O Ministério Público investiga suposto esquema de “rachadinha” quando o filho do presidente era deputado estadual.

Trata-se da prática criminosa onde o político se apropria de salários de assessores pagos com dinheiro público desviado de forma corrupta.

 

 

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