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Segundo informações da Delegacia de  Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo, Leonardo Scherer Kologeski, 21 anos foi  morto após desentendimento com facção criminosa que atua no tráfico de drogas no Vale dos Sinos.

O jovem conhecido em Tapes como Léo kologeski, acabou morto na madrugada do dia 02 de abril, na localidade da Prainha em Lomba Grande interior de Novo Hamburgo.

Léo estava acompanhado de Diego Lafoucade, 36 anos, também vítima dos criminosos.

Após três meses de investigação a polícia descobriu que os dois DJs foram submetidos ao tribunal do tráfico e sentenciados à morte.

Até o momento, seis suspeitos foram presos e dois tiveram a prisão decretada, mas estão foragidos. Os envolvidos foram indiciados por duplo homicídio e tráfico de drogas.

Léo e Diego foram encontrados ao lado de um veículo Gol que não pertencia a nenhum dos dois – o veículo havia sido alugado por Leonardo em uma concessionária.

Segundo o delegado Márcio Niederauer, titular da DHPP, o que levou os dois DJs até o Vale do Sinos foi um esquema envolvendo o tráfico de entorpecentes.

Embora não tivesse antecedentes, segundo a polícia, Leonardo estava atuando na compra e transporte de drogas para uma facção criminosa.

Em relação ao Diego, não houve comprovação de participação no tráfico de drogas. E pode ter morrido apenas por estar junto com o tapense.

No relato da polícia na noite de 1º de maio, os dois foram até um ponto de tráfico no Morro da Formiga, bairro Rondônia, em Novo Hamburgo.

Lá compraram cinco quilos de crack por R$ 60 mil. A droga deveria ser revendida em outras cidades. A investigação apurou que a compra foi realizada a mando de um dos gerentes da facção do Vale do Sinos, que está preso na Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas. Para quem Léo trabalhava.

De dentro do presídio, este chefe do tráfico, comanda a distribuição de drogas. Leonardo, segundo a polícia, se reportaria diretamente a ele.

A investigação descobriu que, quando retornava de Novo Hamburgo, por telefone Léo confirmou ao grupo criminoso que havia pego a droga, mas admitiu que não havia conferido a quantidade.

Foi orientado a verificar se realmente havia cinco quilos, mas respondeu que só encontrou quatro tijolos da droga. A falta de um quilo teria gerado atrito entre a parte da facção comandada pelo detento de Charqueadas e a outra célula, chefiada por um preso do Presídio Central, de quem havia sido feita a compra da droga.

Também por telefone, Léo teria sido orientado a deixar os quatro quilos de crack em outro local e voltar até Novo Hamburgo para acertar a situação.

Léo argumentou aos traficantes que teria pego somente quatro quilos, e o outro chefe dizia ter entregue os cinco. E que um quilo havia sumido após o tapense ter adquirido a droga no bairro Rondônia.

Isso gerou uma discussão entre os dois lados, para saber quem estava falando a verdade. Quando Léo e o amigo Diego chegaram a Novo Hamburgo, os dois foram levados ao local da execução.

Os DJs teriam se encontrado com outros cinco integrantes da facção — todos foram indiciados pelo crime.

De carro, seguiram até a Estrada Leopoldo Petry, bairro Lomba Grande. A área erma é conhecida como ponto para execuções e abandono de veículos roubados.

Na região da Prainha, foi realizado o julgamento coordenado pelos dois líderes de dentro da cadeia.

Depois de ouvir o argumento do traficante que vendeu a droga e o jovem tapense que havia comprado para facção, houve o entendimento que o quilo de crack teria sido desviado por Léo após a compra.

Diante disso e com a decisão dos chefes que estavam presos no presídio Central e em Charqueadas, Léo e seu amigo foram executados.

Ao saber da sentença, Léo chegou a se comprometer a pagar o valor, segundo a polícia. Mas, ainda assim, os dois foram mortos.

Cada um foi executado com pelo menos três disparos de arma de fogo — foram encontrados no local estojos de pistola 9 milímetros.

Segundo informações da GaúchaZH, oito pessoas foram indiciadas em inquéritos remetidos na semana passada ao Judiciário. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela Polícia Civil.

Três executores foram presos na primeira fase da operação, em junho. Um deles teria sido o responsável pela entrega da droga a Leonardo.

Após a prisão deles, um dos líderes — que antes estava no Presídio Central, mas havia recebido benefício de cumprir pena com tornozeleira eletrônica — fugiu. Segundo a apuração, ele permaneceu escondido em um sítio em Portão e depois escapou em direção a Santa Catarina. Mas acabou sendo preso pela Polícia Civil.

Além deles, o detento que segue em Charqueadas também teve prisão preventiva decretada no fim da semana passada, e outro que teria participado da execução também foi preso.

Ainda estão foragidos um quinto que teria participado da execução e mais o suspeito de integrar o grupo criminoso, que não possui vínculo direto com o homicídio, mas é apontado como braço direito de um dos chefes.

Os seis presos negaram envolvimento com o crime ou se negaram a prestar depoimento. A polícia ainda tenta localizar os outros dois.

  • Com informações da Ass. Imprensa Polícia Civil e GaúchaZH

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