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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou, na manhã deste domingo 21.06, mais um acampamento de grupos extremistas de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

As milícias “300 do Brasil”, “Patriotas” e “QG Rural” estavam alojados em uma chácara na região de Arniqueiras, no DF. Os grupos ocuparam o espaço após deixarem a chácara do Núcleo Rural Rajadinha, região localizada entre o Paranoá e Planaltina, em maio.

O produtor rural de Tapes, Juarez Petry de Souza estava na chácara no momento que em torno de 30 policiais invadiram o local.

Juarez foi detido juntamente com outro homem e teve seu telefone apreendido para ser investigado pela polícia que suspeita que os grupos preparavam ações contra a democracia.

No momento da ação somente os dois estavam no local chamado de QG das milícias. Foram liberados após serem identificados. 

A polícia disse ao G1 que acredita que o local era usado para receber pessoas de outros estados, para reuniões e planejamento de ações criminosas. Foram apreendidos manuscritos com esquemas e croquis.

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu, no local , fogos de artifício, anotações com planejamento de ações e discursos, cartazes, celulares e um cofre na chácara usada pelos três grupos de extremistas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro. A propriedade fica cerca de 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

Com a apreensão, a Cecor irá investigar prosseguir com as investigações acerca dos grupos.

No espaço, os extremistas que se auto intitulam de “liberais”, mantinham barracas instaladas e câmeras de segurança em toda a área da chácara.

A operação foi coordenada pela divisão especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor). E contou com a participação das divisões de Operações Especiais (DOE) e de Operações Aéreas (DOA). Cerca de 30 agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no acampamento, por meio de determinação judicial.

Segundo o delegado Leonardo Castro,”existem crimes que são da Polícia Federal e da Justiça Federal, e outros crimes cometidos que devem ser apurados pela Polícia Civil do Distrito Federal”.

A Cecor está apurando os crimes cometidos relacionados a autoridades locais, a jornalistas, profissionais de saúde e agressão as pessoas que estavam próximas a manifestações.

A chefe de um dos grupos de extrema-direita que estavam concentrados na chácara de Arniqueiras, Sara Giromini, está presa desde o início da semana passada por ordem do ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O tapense Juarez Petry relatou em sua página nas redes sociais que estava tomando banho na hora que a polícia entrou na chácara. E lembrou que já haviam sido despejados na semana passada, após ação de um dos grupos extremistas de direita que utilizou fogos de artifícios contra a sede do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião Juarez foi atingido por jatos de spray de pimenta.

O mandado de busca na chácara de Arniqueiras foi concedido na noite de sexta-feira (19.06) pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). Conforme Leonardo Castro, os integrantes dos grupos são investigados por milícia privada, ameaças, terrorismo e porte de armas.

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