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Além de reduzir o valor do benefício e aumentar a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria, o governo quer aumentar a contribuição de servidores(as) ativos e aposentados(as).

O Dieese elaborou uma simulação do impacto no contracheque dos trabalhadores(as) com base nos planos de Eduardo Leite. Os números são aterrorizantes, especialmente para aposentados(as) que ganha abaixo do teto do INSS e passam a contribuir.

Quem tem um vencimento de R$ 1,5 mil, por exemplo, perderá quase mil reais em um ano. Aposentados(as) que recebem R$ 3,5 mil, terão mais de R$ 4,5 mil confiscados em igual período.

O CPERS já denunciou, com base em nota técnica do Dieese, que inativos lotados na folha da Secretaria Estadual de Educação, poderão responder por até 74% de toda a arrecadação do Estado com a incidência de alíquotas para quem recebe abaixo do teto do INSS.

A professora Ângela Schinoff Trabalhou 32 anos como professora. Tem duas matriculas. Na primeira faz 6 anos que esta aposentada. Na segunda faz dois meses.

– Resolvi pedir minha aposentadoria proporcional, pois apesar de gostar muito da profissão, diante do contexto atual, esta me pareceu a melhor decisão. Mesmo com perdas salariais. Firma a professora.

Para Ângela Schinoff o pacote do governo que acaba com o plano de carreira do magistério é uma medida cruel, pois além de retirar os poucos e minguados benefícios e incentivos dos professores, com certeza será o fim da educação pública.

Ela garante que educação pública de qualidade se faz com educadores preparados, valorizados e motivados. E diz que investir na educação básica e nos seus professores consiste em resolver muitos problemas sociais.

– As crianças e os jovens precisam de educação pública de qualidade para desenvolverem suas habilidades e encontrarem um caminho digno na sociedade em que vivem.

A professora aposentada diz ainda que o pacote do governo propõe que os aposentados pagem novamente a previdência, desta forma diminuindo ainda mais os minguados salários. “ Não sei exatamente quanto ira diminuir o meu salário, pois as alíquotas variam podendo chegar a uns 16%” desabafa Ângela Schinoff.

A professora Neiva Regina Garcez Cardoso trabalhou 38 anos em sala de aula. Esta aposentada há 12 anos. Porém atualmente a situação é muito grave.

A professora relembra que houve outros momentos difíceis para a categoria. Diz que a história de graves no Magistério começa em 1979, portanto há 40 anos.

– Estou aposentada há 12 anos, mas continuo admirando a minha profissão. Costumo dizer que eu saí do magistério, mas o magistério não saiu de mim. Já tivemos momentos muito difíceis na profissão. Mas agora passou dos limites, estamos há cinco anos sem aumento salarial, nem a correção da inflação e com salários parcelados. Não lembro de outro governo que tenha sido tão cruel com os (as) trabalhadores da educação.

Neiva Cardoso acrescenta que não é só o magistério que está em situação precária, os outros funcionários públicos estaduais também estão em situação difícil. Com salários atrasados e congelados.

Ela finaliza perguntando “ como o governador tem coragem de aumentar a contribuição de quem já ganha uma miséria?”

O PLC 503 integra o pacote desumano do governador, junto a alterações propostas no Plano de Carreira e no Estatuto do Servidor. Confira as simulações abaixo.

 

 

 

 

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