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Todos os anos nos meses de verão, de forte calor, as águas da lagoa ganham uma coloração esverdeada.

Neste ano não é diferente. Em vários pontos da lagoa em Tapes e também em Arambaré, amanheceram nesta segunda-feira com manchas verdes em suas águas.

Segundo especialistas, o fenômeno é comum em períodos de verão em condições como estiagem, temperaturas elevadas, existência de poluição, alta incidência solar além da disponibilidade de alimento (fósforo e nitrogênio).

O Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), não descarta a incidência de cianobactérias no local como causadores da proliferação das algas.

Os organismos costumam surgir em ambientes de água doce, e podem produzir toxinas capazes de levar a intoxicações agudas ou crônicas.

As cianobactérias são microrganismos aeróbicos geralmente encontrados em ambientes aquáticos, que podem apresentar, em algumas circunstâncias, um crescimento exagerado denominado floração.

Essa floração é causada, principalmente, pela poluição dos ambientes aquáticos, em decorrência do escoamento de esgotos domésticos e industriais, bem como de fertilizantes químicos, entre outros.

As consequências dessas florações podem afetar tanto o meio ambiente quanto o homem, uma vez que alteram o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos; alteram a cor, odor e gosto da água; afetam a potabilidade da água; e podem expor diversos mamíferos, aves, peixes e, inclusive, o homem às cianotoxinas liberadas pelas cianobactérias: hepatotoxinas, neurotoxinas e dermatotoxinas.

Este episódio surge justamente no verão quando Tapes recebe um grande volume de turistas. E serve para as autoridades e entidades perceberem a necessidade de pressionar a Corsan para o inicio imediato das obras de tratamento de esgoto.

Diariamente são jogados na lagoa milhões de litros de esgoto que somados aos agrotóxicos despejados vão dando dimensão exata da gravidade da situação. O surgimento das algas verdes são apenas um sinal, um sintoma que a lagoa está adoecendo.

Em janeiro de 2019 o Portal A Notícia entrevistou o professor da Uergs de Tapes, Antônio Ruas, sobre o fenômeno.

Formado em Ciências Biológicas pela UFRGS, Ruas fala sobre as causas do esverdeamento da água da lagoa e das consequências para a saúde humana. E afirma que somente o tratamento de esgoto evitará o surgimento e proliferação das algas e incidência de cianobactérias na lagoa.

Veja o vídeo com a entrevista:

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1 comentário

  1. Eliane Zimmermann em

    Seria bom q Corsan , prefeitura , fizessem o melhor para a cidade q é despoluindo , tratamento do esgoto e fiscalização .Fazendo isso diminuiria possíveis doenças na população .

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