Aviso no Topo do Site
Acompanhe as últimas notícias de Tapes e Região.

Com o Brasil no rumo dos 300 mil mortos em decorrência da covid-19, é consenso entre os especialistas em saúde pública que grande parte das mortes poderia ter sido evitada. Não se trata de erro nem omissão do governo federal, atualmente chefiado por Jair Bolsonaro. Existe uma estratégia de propagação da Covid-19 no país, implementada sob a liderança do presidente da República, como demonstrado em estudo publicado em janeiro de 2021, resultado de investigação do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (CEPEDISA) da USP, em parceria com a Conectas Direitos Humanos.

Através de aglomerações provocadas por Bolsonaro, o governo agiu para promover a chamada imunidade de rebanho da população, favorecendo a contaminação pela covid-19 sobre o argumento de que era necessário garantir o funcionamento da economia, pois a paralisação da atividade econômica causaria mais prejuízos e mortes do que a doença em si.

A reportagem da Folha de São Paulo elenca três estratégias usadas pelo governo para promover a estratégia citada acima.

Em Porto Alegre sem máscara Bolsonaro e o prefeito de Porto Alegre voltaram a ignorar os procedimentos de prevenção

Desta forma, o primeiro eixo consiste na propaganda contra a saúde pública, por meio de gestos, como a contínua promoção de aglomerações, e do discurso do governo federal. Existe um plano de comunicação, que mobiliza argumentos econômicos e ideológicos, notícias falsas e informações técnicas sem comprovação científica. O seu propósito é desacreditar as autoridades sanitárias, enfraquecer a adesão popular às recomendações baseadas em evidências científicas, e promover o ativismo político contra as medidas de contenção da Covid-19.

O segundo eixo é o combate às iniciativas de governadores e prefeitos que buscam conter a propagação do vírus, que o próprio presidente já definiu como “guerra”. Houve atraso sistemático no repasse de recursos, tentativa de confisco de insumos de saúde adquiridos por estados e municípios, e atraso proposital no encaminhamento da vacinação.

Por fim, há intensa atuação normativa, incluindo decretos que define como “essencial” uma ampla gama de atividades durante a pandemia, e vetos às principais leis que visaram conter a disseminação do vírus, como as relativas à obrigatoriedade do uso de máscaras e à proteção dos indígenas.

Fonte: Folha SP 

Campartilhe.

Sobre o Autor

Deixe Um Comentário


Banner publicidade 728 x 90 RODAPÉ
AGORA É HORA DE SER VOCE?