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                                                                                                                                        *Por Fábio Lopes  

É histórico o debate nas organizações sociais sobre a necessidade de os jovens permanecerem no campo.

Há muito escuto falar que o campo está envelhecendo mais rápido que a cidade, pois os filhos não querem ficar no campo, buscam na cidade novas alternativas de trabalho, estudo, perspectivas que não veem mais no campo.

A falsa ideia de que o campo vai desaparecer e de que não teremos mais alimentos não entoa bem com a necessidade do povo de alimentar-se, já que o agronegócio só produz comodities e com isso não sacia a fome do povo, nem de alimento, nem gera empregos.

 Por outro lado, é verdadeira a afirmativa que o campo é um lugar bom de viver, produz alimentos, segurança e um ambiente positivo de sobrevivência. Respiramos melhor, vivemos melhor.

A Coopat – Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados de Tapes, não convencida de que  o que é bom para os anciões, não é bom para os filhos, decidiu, alinhada com orientações do MST nacional, na busca de fortalecer o campo como alternativa de vida da família, e como projeto de desenvolvimento econômico, que depois de 22 anos de existência, deve ter como meta 01, a sucessão dos jovens no Assentamento.

Para isso não estamos medindo esforços. A cooperativa hoje tem 02 sócios jovens, com menos de 30 anos em uma direção executiva de 03 pessoas. Destas 3 pessoas, duas são mulheres. Vários setores, como panificação e Industria de arroz e horta são coordenados por jovens.

É um processo de transição, onde mesclamos a experiência dos mais velhos com a energia dos mais novos. O nível de sucesso desta transição está relacionado ao nível de relacionamento entre as pessoas de gerações diferentes.

É desafiador um pai ou mãe ceder espaço ao um filho em um ambiente de decisões, assim como também é desafiador conviver com a experiência dos mais velhos que não estão sendo substituídos, apenas reorganizando a vida produtiva.

O resultado do desempenho desta mudança implica hoje em novos projetos, que só beneficiam a COOPERATIVA. Novas visões, novos sonhos e novos braços tem sido representada no fortalecimento de atividades de produção de orgânicos na COOPERATIVA.

Já temos um projeto efetivado na área do arroz, por exemplo, porem agora caminhamos para ter toda a propriedade, como na horta, aves e assim por diante.

Nossos filhos são brotos fortes em uma árvore bem cuidada pelos primeiros, pelos idealizadores do projeto, mas agora a árvore parece ainda mais forte, e vemos uma perspectiva de mais 22 anos na cooperativa.

Imaginamos que a cooperativa e o assentamento são juntos, o melhor lugar do mundo para nossos filhos e nossos pais, o melhor ambiente para criarmos nossos netos e buscar a perspectiva real de futuro que está bem aqui.

“…. em um segundo de parada do meu trabalho, com o olhar no horizonte, vejo que aqui é meu lugar….”  assim ouvi orgulhoso meu filho dizer.

VIVA A REFORMA AGRÁRIA, VIVA O MST

*Fábio Lopes – Administrador da Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados de Tapes

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