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Reunião realizada na Secretaria Estadual de Educação e Cultura teve como pauta a publicação do livro sobre o artista tapense e considerado o maior interprete da música gaúcha, José Claudio Machado.  

A iniciativa foi do deputado Dr. Thiago Duarte que foi recebido pela secretária da cultura do Estado, Beatriz Araújo, na sede da secretaria. 

 A pauta foi a publicação do livro que resgata a memória do cantor e compositor tapense José Cláudio Machado. “Importante resgate da memória imaterial da cultura do RS”, frisou o Dr. Thiago Duarte.  

A secretária Beatriz Araújo destacou que a expectativa é que todos os projetos apresentados através do Pró Cultura RS sejam contemplados com dotação de recursos em 2021.  

Praça José Cláudio Machado 

Por ter participado de diversos eventos culturais no Município de Porto Alegre e ter deixado um legado artístico e cultural para a população da capital, então vereador do município de Porto Alegre, Dr. Thiago Duarte, pelo projeto de lei 217/2013 apresentado na Câmara de Municipal, denominou a praça nos altos da Av. Protásio Alves de “Praça José Cláudio Machado”. O ato foi uma homenagem ao artista.  

Quem foi José Cláudio Machado

José Cláudio Machado, nascido em Tapes no dia 17 de novembro de 1948. Acostumado desde pequeno com as lidas campeiras nas lavouras de arroz e criação de gado em Tapes.   

Desde muito cedo teve gosto por instrumentos musicais elegendo o violão e a gaita como os seus preferidos. José Claudio vem de uma família onde a música fazia parte do cotidiano.  

Na década de 1970 já defendia algumas canções em pequenos festivais de música nativista e cantava em bailes nos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs). 

No ano de 1972 quando estava no grupo Os Tápes sagrou-se vencedor da Califórnia da Canção Nativa da cidade de Uruguaiana com a música “Pedro Guará”.  

A segunda edição da Califórnia da Canção Nativa marcou o surgimento de um dos grupos mais importantes surgidos no Rio Grande do Sul e que até hoje é referenciado como um dos ícones da cultura gaúcha. Em 1970 Os Tápes conquistavam a Calhandra de Ouro com a canção Pedro Guará, letra de Cláudio Boeira Garcia e música de José Claudio Machado. No palco estavam, além dos autores, Waldir Garcia, Rafael Koller e Luiz Alberto Koller. O grupo ainda teve entre as finalistas Funeral Guarani, de Rafael Koller e Waldir Garcia, e Peão Velho, de José Cláudio Machado e Álvaro Barbosa Cardoso ( Professor Alvinho).  

Após e ainda na década de 70, José Claudio integrou o grupo nativista “Os Teatinos”, ao lado de Glênio Fagundes, Marco Aurélio Campos e Paulo Fagundes e fez algumas parcerias com o grande poeta missioneiro Jayme Caetano Braun (1924 – 1999).  

José Claudio morou em Porto Alegre onde dividiu a morada com seu sobrinho e também músico tapense Silvio Meireles (Gibi) um dos maiores percussionistas da história de Tapes, músico de renome que já dividiu o palco com grandes artistas. 

Logo após José Claudio radicou-se no município de Guaíba onde começou a interpretar músicas nativas do Rio Grande do Sul. 

Na década de 1980 integrou o grupo musical Os Serranos por duas oportunidades ajudando este grupo a conquistar o disco de ouro no ano de 1986. Nesta época o cantor andava sempre por Porto Alegre onde costumava cantar no bar nativista Pulperia.  

A proximidade com a Capital do estado fez com que o cantor deixasse uma das maiores contribuições artísticas e culturais para o município.  

No Parque da Harmonia, atual Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, reunia-se com amigos para jogar bocha e assar uma carne, foram idealizando um acampamento quando o local era apenas um aterro. Com o passar do tempo o tal aterro transformou-se em um grande acampamento para a Semana Farroupilha.  

O artista era também um ativista da cultura gaúcha. Foi criador e idealizador de festivais como: – Reculuta da Canção Crioula de Guaíba, na década de 1980 e também havia colaborado para a criação do Acampamento da Arte Gaúcha, para incentivar o surgimento de novos artistas e músicas inéditas em Tapes.  

Outro fator que fazia com que o cantor circulasse pela área central da Capital eram as iguarias do Mercado Público que segundo ele teria que ser um dos pontos turísticos mais ressaltados de Porto Alegre.  

Cantou com Os Tapes, com Bebeto Alves, com Luiz Marenco e com Mauro Moraes, gravando 14 CDs, o último deles “Os Melhores Sucessos de José Claudio Machado”, de 2007. Deixou a viúva dona Mirian Quadros no dia 11 de dezembro de 2011. 

José Claudio era tido como um dos grandes nomes da música nativa e seu maior intérprete. Sua voz grave e os acompanhamentos bem como as letras, eram basicamente voltadas às culturas interioranas do Rio Grande do Sul. Abaixo dois momentos ímpares na carreira do músico e cantor. A interpretação de Lobo Guará com Os Tápes e Milonga Abaixo do Mal Tempo quando José Claudio encantou o público inteiro da 20ª Moenda da Canção que o aplaudiu de pé a antológica interpretação. 

Foto: assessoria Seduc

Vídeos Yutube : Marcelo De Franco e Renan Santos 

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