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Os números do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) apontam que foram fechados, entre dezembro de 2015 e dezembro de 2019, 439 leitos clínicos, 361 cirúrgicos e 362 na área pediátrica. O único crescimento foi registrado em unidades de terapia intensiva (UTI), com 18 leitos novos.

Para o Conselho Regional de Medicina (Cremers) o grande culpado é a questão do financiamento da saúde. Faltam recursos para hospitais conseguirem se manter com portas abertas com esse dinheiro.

Atualmente, a tabela do SUS acaba virando uma obra de ficção. O SUS paga, para uma cirurgia de retirada de vesícula, por exemplo, R$ 447.

Para uma cesariana, R$ 395,68.

E uma consulta médica sai por R$ 10. Para tentar se manter, os hospitais recorrem a emendas parlamentares e auxílio financeiro dos governos.

Os hospitais que estão reduzindo leitos são aqueles que dão atendimento de baixa e média complexidade. Nessas duas categorias, não precisam de equipamentos sofisticados e caros.

Alguns não suportaram a crise financeira, as dificuldades de pagar as contas e foram obrigados a fechar as portas. Entre eles, o hospital Parque Belém, na Zona Sul de Porto Alegre. Ele era referência no atendimento de Traumatologia e Neurologia, e tinha uma ala destinada a internação de dependentes químicos e de álcool. No total, chegou a oferecer 300 leitos e UTI.

Para o Ministério da Saúde, a redução e substituição dos leitos hospitalares pela atenção ambulatorial e domiciliar é uma tendência mundial.  Essa é a lógica do governo federal desde que Bosonaro assumiu.

 

Com informações G1 RS

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