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Trabalhadores e trabalhadoras do Pop Center protestaram nesta quinta-feira (04.06) em frente à prefeitura de Pelotas/RS.

A mobilização chamou atenção da população que circulava pelo centro da cidade.

Pop Center estava fechado desde o dia 20 de março devido as medidas adotadas de prevenção ao coronavírus.

O centro comercial popular é localizado em um ponto que tem o aluguel mais caro da cidade. Atualmente em torno de cem lojistas tem atuado na área externa do prédio com bancas improvisadas.

Segundo informações da imprensa de Pelotas, os trabalhadores foram recebidos de forma truculenta pela Guarda Municipal da prefeitura.

Em resposta, a essa ação repressiva, os trabalhadores colocaram fogo em volta da rua Quinze de Novembro.

Na quarta-feira dia 03.06 havia sido decretado a reabertura do espaço para os trabalhadores voltarem a trabalhar.

Porém os espaços do Pop Center da forma como está coloca em risco não somente os trabalhadores como também os clientes que circulam pelo local.

O prédio tem problemas estruturais e não teria condições de garantir o retorno dos camelôs ao trabalho.

Corredores estreitos que dificultam a circulação das pessoas e a falta de ventilação agravam a situação. E diante da Pandemia do Covid-19 estes problemas estruturais podem aumentar o contágio.

Atualmente Pelotas tem 105 moradores confirmados para Covid-19.

A prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) se reuniu com os permissionários e empresa responsável. Neste encontro foi definido que a reabertura do Pop Center seria condicionada ao cumprimento de normas sanitárias.

Outro problema apresentado pelos donos de banca no Pop Center é o preço das taxas para ocupação do local.

Com a economia desaquecida e fronteiras com países vizinhos fechadas para compra de mercadorias, a maioria não teria condições de pagar as taxas definidas pela empresa que administra o Pop Center.

Os permissionários propuseram reduzir o valor do aluguel pela metade durante um ano e não iniciar as atividades em junho. Os administradores ofereceram duas semanas de isenção da despesa, outras duas com redução de 25%, mais 15 dias com o corte do custo em 50% e outras duas semanas pagando 75% do valor , normalizando o aluguel em setembro.

Não houve acordo entre os representantes dos permissionários e os gestores.

Ao concluir a reunião, a prefeita Paula Mascarenhas sugeriu a continuidade das negociações e se disponibilizou a estar presente em novos encontros que definam a situação, uma vez que o Pop Center terá liberação municipal para funcionar nos próximos dias.

Foto: Jonathan Feijó

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