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As negociações entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e outros elos da cadeia do gás natural para encontrar meios de postergar a alta de 39% no preço fracassaram, e o reajuste tende a ser implementado a partir de 1º de maio.

Participaram das conversas a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), a Petrobras e representantes das transportadoras de gás canalizado.

Somente em 2021, a Petrobras já aumentou os preços da gasolina em 46,2%; do diesel em 41,6%; e do gás de botijão em 17%. No Brasil, a grande maioria das famílias, 91%, usam botijões de gás para cozinhar, e apenas 8% têm gás encanado, o gás natural.

Diferente do gás de cozinha (embora tenha impacto em seu preço), o gás natural seguirá a tendência dos combustíveis, com um grande aumento em 2021.

A principal alternativa colocada à mesa para solucionar o problema no curto prazo foi o adiamento do reajuste para evitar que ele entrasse em vigor em meio à pior fase da pandemia do novo coronavírus, postergando os efeitos sobre a indústria, comércio e consumidores residenciais, que já têm sentido no bolso a escalada da inflação.

Foi justamente essa proposta que fracassou, segundo apurou o Broadcast Energia (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), uma vez que as proprietárias dos gasodutos não desistiram de receber já a parte que cabe a elas no reajuste.

Outras propostas foram colocadas em discussão, visando mitigar impactos no preço do gás natural no médio prazo, entre elas a criação de uma “conta-corrente” para amortizar a alta de preços; acelerar a implementação do mecanismo que estabelece que todos os produtores sejam obrigados a disponibilizar sua produção para o mercado, possibilitando que os consumidores livres, comercializadores e distribuidoras estaduais tenham outras fontes de aquisição e um leilão de oferta de gás natural para entrega em cinco anos, aberto para consumidores livres, comercializadores e distribuidoras estaduais.

Como o reajuste afeta seu bolso?

Importante gasto mensal para a indústria, o gás natural mais caro deve ser repassado para o consumidor por meio dos produtos vendidos, que deverão sofrer reajustes. Indústrias de fertilizantes, siderurgia, vidro, papel e celulose, química, cerâmica, cimento e alumínio são algumas das que usam bastante e devem sentir mais o reajuste do gás a partir de maio.

Além disso, o custo para geração térmica deve subir com a alta do gás natural, o que tende a ser repassado aos preços pelas distribuidoras de energia, elevando o preço da conta de luz .

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