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Na manhã de terça-feira 09.11 o prefeito de Tapes recebeu uma comissão dos artesãos e reafirmou sua decisão e garantiu que não quer os profissionais na praça. 

Segundo Luiz Garcez a prefeitura irá embelezar a praça com a construção de uma rua coberta e por isso os artesãos devem sair. Disse também que a decisão recebeu apoio dos comerciantes que segundo ele parabenizaram a iniciativa da prefeitura de retirar os artesãos do local onde possuem suas bancas há mais de 20 anos.  

Os artesãos ainda tentaram apresentar propostas de reforma e revitalização do espaço onde utilizam para expor e comercializar seus trabalhos, mas o prefeito se mostrou insensível.  

No início do mês de outubro os e as artesãs foram surpreendidos com uma notificação da Prefeitura comunicando que teriam até o inicio do mês de novembro para desocupar a praça.    

Na notificação a Prefeitura alega que os artesãos não têm alvará e nem licença da prefeitura para estarem no local. Também alega que haverá a construção de uma rua coberta no local e por fim que as atuais instalações onde estão os quiosques dos artesãos estão em situação precária.    

Os artesões argumentam que há muitos anos são isentos de alvará. E por isso não entendem o porquê que a mesma prefeitura que os isentou agora cobra a falta de alvará. Também se comprometem em reformar as bancas de artesanato e revitalizar o espaço que ocupam.   

Os profissionais do artesanato receberam apoio da comunidade e também de deputados, lideranças sociais do Estado e principalmente da Federação das Entidades de Artesãos do Estado do Rio Grande do Sul (FEDARGS).  

A entidade deverá entrar com uma Ação Cautelar para garantir a permanência dos artesãos. A decisão de acionar a justiça aconteceu após audiência dos artesãos com o Ministério Público de Tapes realizada na quinta-feira 04.11. 

Durante a audiência o Promotor Daniel Indrusiak informou que irá ouvir os argumentos da Prefeitura de Tapes e após irá tomar uma decisão. Também disse que os argumentos até o momento apesentados pelo executivo municipal não se sustentam. Por isso necessita de maiores esclarecimentos do poder executivo de Tapes.  

Os artesãos garantem que não irão sair da praça no prazo dado pelo prefeito Garcez e devem aguardar uma decisão da justiça.  

Alexandre Wandam, um dos artesãos da praça lamentou a decisão do prefeito. E afirmou que não acredita que a retirada dos artesãos tenha relação com a construção da rua coberta ou que os comerciantes estão apoiando a iniciativa do prefeito Garcez. Para ele o prefeito está blefando.  

Também disse que acredita em uma decisão judicial que permita a permanência dos artesãos na praça. E lastimou que o prefeito se mostre insensível ao trabalho realizado pelos artesãos. 

Alexandre afirma ainda que acredita na justiça e na ação do MP para reverter a decisão absurda da prefeitura. 

Para a comunidade tapense a decisão do prefeito também se mostra incoerente e sem justificativa. Em uma cidade pobre com um número cada vez maior de pessoas desempregadas, onde muitos estão passando necessidades nas periferias, a prefeitura resolve retirar quem está trabalhando do local.  

A falta de um projeto de desenvolvimento para Tapes soma-se com a truculência e falta de sensibilidade das autoridades municipais.  

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